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Avaliação da recuperação de biomassa e extração de lipídeos de desmodesmus subspicatus e chlorella vulgaris cultivadas em esgoto doméstico para produção de biodiesel

Resumo

Este trabalho teve como objetivo, promover um estudo sobre a recuperação da biomassa do meio de cultivo, e a recuperação do conteúdo lipídico das espécies Chlorella vulgaris e Desmodesmus subspicatus cultivadas em esgoto doméstico, visando estudar a viabilidade de se utilizar esta matéria-prima para produção de biodiesel. A biomassa em suspensão, foi submetida a ação de diferentes agentes coagulantes, de natureza catiônica, em diferentes concentrações.

Para avaliar a recuperação da biomassa do meio, foram testadas soluções de hidróxido de sódio, sulfato de alumino, hidroxicarbonato de sódio, cloreto férrico, sulfato de alumínio associado a cloreto férrico e solução de cloreto de alumínio. A decantação sem auxílio de floculantes foi também avaliada. Os métodos de extração lipídica, envolveram o uso de técnicas assistidas por um equipamento ultrassom e por meio de equipamento Soxhlet na presença de metanol, clorofórmio e da mistura clorofórmio: metanol 2:1.

Foi constatado que o uso da mistura de floculantes sulfato de alumínio e cloreto férrico numa proporção 1:1, foi a que melhor promoveu a colheita da biomassa de D. subspicatus e C vulgaris, tanto no quesito tempo de decantação, como na recuperação da biomassa do meio de cultivo utilizado (esgoto doméstico). O uso do equipamento sohxlet, sob ação da mistura de solventes clorofórmio e metanol 2:1, em ciclos de extração de 8h, foi a que melhor promoveu a recuperação de lipídeos intracelular da biomassa das espécies Chlorella vulgaris e Desmodesmus subspicatus.

Introdução

Biodiesel pode ser produzido a partir de matérias primas, tais como óleos vegetais ou gorduras animais. No entanto, sua produção proveniente de óleos vegetais como de milho, girassol, soja, canola, palma, beterraba e cana de açúcar competem com a produção de alimentos, que também necessita de vastas áreas para o cultivo, implicando no aumento de preços e o uso de práticas agrícolas insustentáveis (DEMIRBAS, 2011).

Dentre as fontes alternativas para a produção de biodiesel destaca-se o potencial das microalgas. Existe grande expectativa para a consolidação das microalgas como fonte viável de biomassa para a produção de biocombustível. Porém, este tipo de cultivo não deslocará as tradicionais áreas de cultivo voltadas para a alimentação humana (FILHO et al, 2013). As microalgas constituem um amplo e heterogêneo grupo de organismos simples tipicamente autótrofos, que tem a capacidade de produzir compostos orgânicos complexos a partir de moléculas inorgânicas através de fotossíntese ou de reações químicas (FILHO et al, 2013).

Seguinte ao processo de cultivo, colhe-se e processa a biomassa para liberar os subprodutos, tais como os triglicerídeos, que são utilizados para produção de biodiesel. Os métodos de colheita da biomassa algal mais comuns incluem a sedimentação, centrifugação, filtração, ultra-filtração, podendo ser utilizada a floculação adicional ou com uma combinação de floculação-flotação. O método de extração de lipídios da biomassa microalgal para este fim deve ser o mais especifico e seletivo possível, a fim de minimizar a extração das frações não lipídicas e maximizar as frações desejadas. Dentre os métodos para romper a parede celular estão os métodos mecânicos: por meio de prensas e congelamento, e os químicos: com uso de solventes orgânicos e choque osmótico; reações ácidas, básicas e enzimáticas, além da extração assistida por ultrassom e por microondas, extração com CO2 em estado supercrítico. As prensas mecânicas e os solventes apolares são os métodos mais utilizados para a extração de lipídeos das microalgas, assim como é realizado com oleaginosas tradicionais (GRIMA et al 2003; MATA et al 2010).

A extração química, utiliza solventes como benzeno, éter e hexano, metanol e clorofórmio e apresenta uma alta especificidade para os lipídios que são altamente solúveis, com isso consegue-se extrair os lipídios intracelulares e requer um processo de destilação subsequente para separa o excesso de solventes que ficou no extrato e a grande quantidade que utiliza para obter quantidades significativas de óleo (CHISTI, 2007).

Desse modo, esse trabalho objetivou promover um estudo sobre o a recuperação da biomassa do meio de cultivo, e a recuperação do conteúdo lipídico das espécies Chlorella vulgaris e Desmodesmus obliquos da divisão Chlorophyta, submetidas a ação de diferentes agentes floculantes e diferentes técnicas para extração lipídica, visando estudar a viabilidade de se utilizar esta matéria-prima para produção de biodiesel.

Autores: Sílvia Mariana S. Barbosa; Marcella Vianna Cabral Paiva; Sávia Gavazza; Mario Takayuki Kato e Lourdinha Florencio.

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