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Qualidade e estado trófico da água do córrego barrinha localizado no município de Rio Verde, Sudoeste de Goiás, Brasil

Resumo: Este trabalho objetivou avaliar a qualidade da água do Córrego Barrinha, localizado no município de Rio Verde – GO nos dias 30 de maio e 9 de junho de 2014, período de seca na região. As variáveis analisadas foram temperatura (T), sólidos dissolvidos totais (SDT), condutividade elétrica (CE), potencial hidrogeniônico (pH), turbidez, oxigênio dissolvido (OD) e fósforo total (PT). Os resultados das variáveis SDT, pH, turbidez, OD e PT foram comparados com os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/05 para água doce Classe 2, as demais variáveis foram comparadas com dados da literatura. Os resultados obtidos estão fora dos padrões exigidos pela resolução supracitada quanto à concentração de OD no P2, nas duas amostragens, e PT no P1, na segunda amostragem, e no P2, nas duas amostragens. As variáveis SDT, pH e turbidez estão dentro dos padrões exigidos pela referida resolução. Para T, foram encontrados resultados semelhantes na literatura para a região do estudo. Os valores de CE encontrados foram elevados de acordo com dados corroborados com a literatura. Para os Índices de Estado Trófico (IET), o curso de água em questão se encontrou no estado eutrófico na segunda coleta no P1, e no estado hipereutrófico nas duas amostragens no P2.

Introdução: Tem sido crescente o número de debates acerca de questões ambientais com o intuito de buscar novas alternativas que promovam a preservação e a diminuição dos impactos decorrentes das diversas fontes poluidoras, como as que atingem o ar, o solo, as águas, dentre outros. Nesse contexto, o uso consciente dos recursos hídricos se torna fator primordial para assegurar a qualidade necessária para o consumo e quantidade suficiente para manutenção das atividades econômicas desenvolvidas pelo homem. Atualmente o crescimento populacional e a característica do ser humano de se aglomerar de forma organizada em núcleos urbanos, as cidades, cuja localização geralmente coincide com áreas da superfície da Terra onde a disponibilidade de água é maior, tem originado a poluição e contaminação dos recursos hídricos pelo lançamento de seus próprios efluentes. Assim os cursos d’água são ao mesmo tempo a fonte para o abastecimento de água e também o veículo natural de escoamento do esgoto doméstico e das águas residuárias industriais e agrícolas geradas pelo homem (NEIMAN, 2013). No entanto, além da expansão urbana, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensiva e ainda a produção de energia elétrica – que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional – passou-se também a exigir crescentes quantidades de água. Assim, a satisfação das necessidades relacionadas à água traz sérios problemas às comunidades, pois além das grandes quantidades exigidas, algumas das utilizações prejudicam fortemente sua qualidade que, ao ser restituída aos meios naturais sem tratamento prévio, além de não poder ser utilizada, promove sua contaminação tornando-se nociva ao próprio ambiente (MENDES, et al., 2012). Diversos estudos como o de Ribeiro (2005) apontam para uma crise de água. A falta dessa substância natural e vital à vida, em determinados locais, poderia ser resolvida por meio do uso de técnicas conhecidas como estocagem e reaproveitamento de água. Porém, o que se observa são a poluição e degradação de corpos d’água e aquíferos de maneira crescente em escala internacional. A falta de acesso à água de qualidade, até recentemente, era encarada como um problema de países pobres, entretanto, atualmente, isto passa a ser visto como um problema mundial, devido a sua escassez também em países ricos. A demanda por água potável e conflitos pelos seus múltiplos usos, vem pressionando a tomada de decisões que envolvam o tratamento dos resíduos e esgotos nela descartados. Os resíduos lançados pelas indústrias em rios ou outros corpos d’água são na maioria das vezes tóxicos e perigosos, descartados de forma ilegal ou clandestina, causando prejuízos à saúde e ao meio ambiente, contribuindo para a escassez e provocando mudanças nas características da água. O município de Rio Verde, Goiás, está localizado no sudoeste de Goiás, centro oeste brasileiro. Possui área de 8.379,659 km², população urbana de 202.221 habitantes e densidade demográfica igual a habitantes km-2 (IBGE, 2014). A cidade é pólo de uma grande região agropecuária, que tem passado por significativa influência de um processo de agroindustrialização, apresentando taxas de crescimento socioeconômico acima da média da maioria dos municípios do estado e até mesmo do país. Isto vem provocando uma forte expansão da malha urbana, nem sempre acompanhada do devido crescimento da infraestrutura necessária. Juntamente com o processo de expansão do município surgem os danos aos cursos hídricos (PIZARRO & ALMEIDA, 2007). Dentre os vários cursos hídricos de Rio Verde, o Córrego Barrinha deságua na margem esquerda do Córrego do Sapo. Um dos principais afluentes do Rio São Tomaz. Este é a principal fonte de abastecimento de água da cidade de Santa Helena de Goiás – GO, além de ser fonte de abastecimento de várias propriedades rurais. Logo danos causados ao Córrego Barrinha refletem na qualidade da água de abastecimento da população santa-helenense e dos demais usuários desse recurso. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a água do Córrego Barrinha, localizado no município de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, por meio das variáveis físicoquímicas temperatura (T), sólidos dissolvidos totais (SDT), condutividade elétrica (CE), potencial hidrogeniônico (pH), turbidez, oxigênio dissolvido (OD), fósforo total (PT) e por meio do estudo do Índice de Estado Trófico (IET).

Autores: Wellmo dos Santos Alves e Wilker Alves Moraes.

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