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Integração de ferramentas de geoprocessamento e modelagem matemática para avaliação da qualidade da água dos corpos receptores, a partir do cálculo e espacialização das cargas domésticas dos esgotos urbanos – parte 2

Resumo

Um dos grandes problemas atuais dos grandes centros urbanos é a poluição das águas superficiais, que apresenta forte correlação com a concentração populacional e a ausência de adequada infraestrutura de esgotamento sanitário. Devido ao crescimento das áreas urbanas, muitas vezes é necessária a avaliação integrada na bacia hidrográfica do efeito do lançamento de efluentes provenientes dos sistemas de esgotamento das cidades em corpos hídricos superficiais, visto que o lançamento de uma cidade localizada num trecho da bacia a montante pode influenciar diretamente a disponibilidade hídrica e a capacidade de diluição para os demais lançamentos a jusante ou, ainda, comprometer a qualidade da água captada para o abastecimento destes. O presente estudo teve como objetivo estruturar um modelo de qualidade de água utilizando, de forma conjunta, técnicas de geoprocessamento e modelagem matemática para a avaliação espacial dos efeitos dos lançamentos de efluentes domésticos nos corpos receptores das sedes urbanas dos 5.570 municípios brasileiros. Além da descrição da estrutura do modelo, são apresentados exemplos de análises e resultados que o modelo propicia como subsídio à avaliação da capacidade de autodepuração dos corpos receptores, à identificação da necessidade de redução da carga poluidora e ao atendimento à classe de enquadramento em cada trecho de rio. Com aplicação do modelo para o país, foi possível concluir que este representa uma ferramenta útil para a identificação de trechos críticos e para a proposição de soluções conjuntas para o tratamento de efluentes domésticos em nível de macroplanejamento nacional.

Introdução

A dinâmica de uso e ocupação do solo, bem como as atividades humanas em geral, impactam de alguma forma o meio ambiente, em especial as águas. Os centros urbanos, por serem aglomerados de população constituem fontes de poluição de grande impacto para os corpos hídricos que as cruzam. De acordo com Tucci (2008), a urbanização concentrou a população no espaço sem um adequado planejamento e ocupação sustentável, e com limitada infraestrutura de saneamento ambiental. Essa situação se reflete em rios com baixa qualidade de água.

O processo envolvendo a quantificação das cargas de esgoto doméstica, tanto as geradas quanto as remanescentes, e a integração das mesmas com os corpos d’água é complexo. Isso porque envolve a distribuição espacial da população, a infraestrutura de coleta e tratamento de seus efluentes, as características físicas dos corpos hídricos, bem como os processos de depuração.

Nesse contexto, a integração entre técnicas de geoprocessamento e modelagem matemática, que permitem a junção das variáveis que representam a dinâmica de geração e alocação de cargas, tornam-se ferramentas úteis para análise da poluição dos corpos hídricos e planejamento para adequação dos sistemas de esgotamento sanitário.

O objetivo desse trabalho é apresentar um modelo de qualidade da água para avaliar o impacto das cargas domésticas urbanas nos corpos hídricos, a partir da utilização integrada de técnicas de geoprocessamento e conceitos básicos de modelagem da qualidade da água. O parâmetro qualitativo escolhido para a análise foi a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), por representar a matéria orgânica predominante nos esgotos domésticos de forma eficaz.

Autores: Camila de Carvalho Almeida de Bitencourt; José Antonio Oliveira de Jesus; Gabriela Pacheco Correa; Célio Bartole Pereira e João Augusto Bernaud Burnett.

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