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Processos biológicos para o tratamento de efluentes: uma revisão integrativa

Resumo

O aumento das atividades industriais juntamente com um crescimento exponencial da população mundial, tem gerado grandes quantidades de efluentes contaminados por resíduos orgânicos, que costumam ser descartados nos corpos hídricos sem o devido tratamento, provocando a contaminação e poluição de rios e lagos. A fim de mitigar os impactos ambientais causados por esses lançamentos, os métodos de tratamento biológico, divididos em aeróbios e anaeróbios, têm sido amplamente estudados e empregados, apresentando resultados satisfatórios no tratamento das águas residuais. O presente trabalho traz uma revisão integrativa e apresentação de diversos resultados encontrados na literatura entre os anos de 2015 a 2021, indexados nas bases de dados Google Scholar, Scielo e Science Direct, através de descritores em português e inglês, sobre os processos de tratamento biológico. Foram utilizados 30 artigos e 24 trabalhos monográficos, referentes ao tema proposto. Dos quais, 18 artigos foram selecionados para a apresentação dos resultados durante a discussão. Os resultados encontrados neste estudo mostraram que as maiores eficiências do tratamento biológico foram evidenciadas nos sistemas em que os processos aeróbios e anaeróbios atuaram em conjunto.

Introdução

O mundo vem acompanhando um crescente aumento das atividades industriais, provocando, segundo Santos et al. (2016), a contaminação e a poluição dos corpos hídricos, causados pelos lançamentos de efluentes indevidamente tratados nesses cursos. Em contrapartida, o aumento das ações fabris cresce juntamente com o da consciência pública em se estabelecer parâmetros para o lançamento de efluentes em meios naturais, bem como fomenta o estudo de técnicas e métodos que garantam o cumprimento desses parâmetros (Cornelli et al., 2014). No Brasil, esses parâmetros são normatizados pela Resolução CONAMA nº 430/2011, (Brasil, 2011). Essa resolução descreve os limites permitidos de certas propriedades físicas e químicas do efluente, como pH e demanda química de oxigênio (DQO). Diante disso, observa-se a importância em se estudar métodos de tratamento de efluentes, visando o cumprimento das normas vigentes, bem como em se estabelecer atividades industriais cada vez mais ambientalmente amistosas (Azevedo et al., 2020).

Nesse sentido, surgem os tratamentos biológicos, que podem ser divididos entre aeróbios e anaeróbios. Segundo Aziz et al. (2019), esses dois tipos de tratamentos biológicos possuem suas vantagens e aplicações distintas. Para o aeróbio, os autores configuraram como sendo um método com alta eficiência de remoção de nutrientes do efluente, bem como sendo um processo mais rápido e menos sensível, permitindo estabelecer condições de processo menos rigorosas. Já o anaeróbio, de acordo com Aziz et al. (2019), é eficiente na remoção da matéria orgânica, menor produção de lodo, o que diminuiria as dificuldades do processo após o tratamento do efluente, requer menor energia, quando comparado com o aeróbio e, ainda, oferece a possibilidade de produção de biogás, que pode ser futuramente utilizado para produção de energia. Além disso, Silva et al. (2015) afirmam que a combinação desses dois tipos de métodos possibilita um sistema mais compacto, menor consumo de energia entre outros, tornando a pesquisa sobre o tema ainda mais importante para a eficiência do tratamento.

Diante da diversidade de aplicações e contextos para o uso dos métodos biológicos para tratamento de efluentes, o presente trabalho visa a fazer uma revisão bibliográfica integrativa sobre essas técnicas, explorando e analisando resultados da literatura especializada sobre o tema.

Autores: Débora Carvalho da Silva Oliveira, Paulo Gabriel Ferreira de Azevedo e Luiz Antônio Pimentel Cavalcanti.

 

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