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Redução de cor e turbidez no pós-tratamento de lixiviado antigo de aterro sanitário por coagulação/floculação/sedimentação

Resumo

Este trabalho objetivou avaliar a coagulação/floculação/sedimentação no pós-tratamento do lixiviado antigo do Aterro Sanitário Metropolitano de João Pessoa, Paraíba – Brasil, utilizando cloreto férrico como coagulante. Realizou-se dois testes em escala de bancada, à temperatura ambiente e com agitação manual. O primeiro teste consistiu na variação da concentração do coagulante (100 a 1500 mgFe+3.L-1), em pH natural (8,4) e 1 hora de decantação, cujos parâmetros analisados foram cor verdadeira e turbidez. No segundo teste realizou-se a variação do pH (3 a 8) na concentração fixa de 300 mgFe+3.L-1, cujo parâmetro analisado foi cor verdadeira determinada em 30, 60, 120 e 180 minutos. O lixiviado inicial foi classificado como antigo devido ao pH alcalino, baixa biodegradabilidade (DBO5/DQO = 0,08) e elevada cor que indica a presença de compostos recalcitrantes. Com relação ao primeiro teste, observou-se aumento na remoção de cor e turbidez à medida que se aumentou a concentração do coagulante, com remoção máxima de 93% de cor verdadeira e 80% de turbidez para uma adição de 1500 mgFe+3.L-1. Quanto ao segundo teste, não se verificou variações consideráveis na remoção de cor verdadeira ao longo do tempo e obteve-se remoções acima de 70% entre pH 3 a 6 nos primeiros 30 minutos. O tratamento aplicado apresenta-se como alternativa para a redução de cor e turbidez de lixiviado antigo utilizado no estudo.

Introdução

Cerca de 42,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos foram dispostos em aterro sanitário no Brasil em 2015 (ABRELPE, 2015), correspondendo a 53% do total. Embora seja a forma de disposição ambientalmente adequada (BRASIL, 2010), os aterros sanitários necessitam de ações de proteção e monitoramento devido ao potencial poluidor derivado dos efluentes gerados, destacando-se o lixiviado.

O lixiviado de aterro sanitário é um líquido formado a partir das transformações físico-química e biológica dos resíduos aterrados. Este efluente apresenta diversos poluentes orgânicos e inorgânicos, requerendo tratamento prévio ao lançamento nos corpos receptores (CASTILHO JUNIOR, DALSASSO & ROHERS, 2010).

Entretanto, sua composição variável dificulta a definição de um sistema de tratamento padrão (KULIKOWSKA & KLIMIUK, 2008).

De maneira geral, tratamentos biológicos são recomendados para lixiviados novos com elevada quantidade de matéria orgânica biodegradável (DBO5/DQO > 0,5), enquanto que tratamentos físico-químicos são adequados para lixiviados antigos (RENOU, GIVAUDAN, POULAIN, DIRASSOUYAN & MOULIN, 2008). A combinação destes tratamentos é necessária para alcançar os limites estabelecidos na legislação ambiental.

Neste contexto, a aplicação da coagulação/floculação/sedimentação após tratamento biológico é uma alternativa para a remoção de sólidos suspensos e coloidais remanescentes, visando principalmente a redução da DQO recalcitrante e da cor para seu lançamento no meio ambiente (CASTRO, YAMASHITA & SILVA, 2012). Alguns autores avaliaram a coagulação/floculação para lixiviado de aterro sanitário pré-tratado biologicamente com resultados satisfatórios, como Felici, Kuroda, Yamashita e Silva (2013); Queiroz, Amaral, Morita, Yabroudi e Sobrinho (2011); Gewehr (2012); e Nascimento (2013).

Este trabalho objetivou avaliar o processo de coagulação/floculação/sedimentação utilizando cloreto férrico no pós-tratamento do lixiviado antigo do sistema de lagoas de estabilização do Aterro Sanitário Metropolitano de João Pessoa (ASMJP), do município de João Pessoa, PB – Brasil, visando a remoção de matéria orgânica recalcitrante em termos de cor verdadeira e turbidez.

Autores: Camila de Almeida Porto; Mariana Maciel Almeida de Andrade; Larissa Granjeiro Lucena; Elson Santos da Silva e Elisângela Maria Rodrigues Rocha.

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