No setor frigorífico, o tratamento de efluentes evoluiu. Não se trata apenas de atender exigências ambientais, mas de recuperar ativos com potencial econômico.
O efluente gerado no abate possui alta carga orgânica e grande concentração de óleos e gorduras. Quando bem conduzida, a separação dessa fração resulta em óleo ácido apto à produção de biodiesel.
A eficiência dessa recuperação depende diretamente da química aplicada na etapa de coagulação e flotação. A escolha entre sais metálicos e Organotrat define qualidade do óleo, custo operacional e rentabilidade do processo.
Sulfato de alumínio e cloreto férrico atuam por neutralização de carga e formação de hidróxidos metálicos. O processo altera pH, exige correções constantes e gera lodo inorgânico pesado. Parte dos metais pode permanecer associada à fração oleosa.
Organotrat é um coagulante orgânico de origem natural, desenvolvido para atuar por adsorção e neutralização de carga. Forma flocos estáveis e não introduz metais no sistema. Opera em faixa ampla de pH e reduz necessidade de ajustes químicos.

Essa diferença estrutural impacta diretamente a qualidade do óleo recuperado.
Óleo contaminado com alumínio ou ferro apresenta maior teor de cinzas e impurezas inorgânicas. Esses elementos prejudicam processos de esterificação e transesterificação, reduzem eficiência catalítica e elevam custo de purificação.
Com Organotrat, o óleo apresenta menor teor de cinzas e menor risco de contaminação. O floco orgânico desidrata com mais facilidade, resultando em menor teor de umidade residual. Isso favorece estabilidade e rendimento na usina de biodiesel.
Outro ponto relevante é o pH. Sais metálicos exigem acidificação intensa, o que pode acelerar hidrólise das gorduras. Organotrat preserva melhor a estrutura lipídica e garante maior previsibilidade na etapa seguinte.
O valor por quilo do coagulante não representa custo real do processo. Sais metálicos consomem alcalinidade e exigem uso contínuo de soda ou cal para correção de pH. Isso aumenta OPEX. Cloretos e sulfatos elevam agressividade química do meio e aceleram corrosão em tanques, tubulações e centrífugas.
O lodo gerado possui maior volume, maior peso e menor potencial de reaproveitamento. O custo logístico e a destinação final tendem a ser mais elevados.
Organotrat reduz volume de lodo, facilita desidratação e gera resíduo biodegradável.
A substituição química deve ser analisada sob ótica de Custo Total de Operação.
Primeiro ganho: valorização do óleo ácido. Usinas aplicam descontos quando há excesso de cinzas, umidade ou metais. Óleo com melhor padrão pode alcançar incremento entre 5% e 15% no valor por tonelada.
Segundo ganho: redução operacional. Em média, plantas relatam:
- Até 60% menos consumo de alcalinizantes
- Redução entre 20% e 40% no volume total de lodo
- Menor uso de polímeros auxiliares
- Menor esforço energético na centrifugação
- Menor manutenção corretiva
Mesmo com custo unitário superior, Organotrat reduz custo global e acelera payback. O setor ambiental passa a contribuir diretamente para resultado financeiro.
Organotrat segue princípios da química verde. Não introduz metais, reduz resíduos tóxicos e favorece economia circular. O efluente deixa de ser apenas passivo ambiental e passa a ser fonte de matéria-prima preservada.
Ao fornecer óleo com padrão superior para cadeia de biocombustíveis, o abatedouro fortalece posicionamento ESG e amplia competitividade.
A Biotecnal desenvolve soluções como Organotrat, voltadas à eficiência operacional e valorização de subprodutos. Cada aplicação exige avaliação técnica específica, com testes de tratabilidade e ajuste preciso de dosagem.
O objetivo não é apenas tratar efluente, mas preservar valor econômico contido nele.
A escolha do coagulante impacta qualidade do óleo ácido, custo operacional e rentabilidade industrial. Organotrat oferece alternativa técnica sólida, menor impacto ambiental e maior retorno financeiro.
Quando a química é adequada, o tratamento deixa de ser centro de custo e passa a integrar estratégia de geração de receita e sustentabilidade industrial.
Fonte: Biotecnal

