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Monitoramento e tratamento de água de Fonte alternativa coletiva – estudo de caso em Condomínio residencial

Resumo

A crise hídrica de 2014 e 2015 que atingiu o Estado de São Paulo motivou a busca por fontes alternativas de água próprias para o consumo humano. Uma das melhores alternativas de água potável é a subterrânea, por meio de poços tubulares profundos, que requerem um monitoramento permanente de qualidade de água (bruta e tratada). Este trabalho apresenta um estudo de caso em um condomínio na Zona Oeste do Município de São Paulo, apresentando alguns aspectos relacionados ao tratamento, ao monitoramento e à manutenção do poço profundo. Por meio de um exemplo prático, demonstrou-se que a manutenção da qualidade ao longo do tempo depende de um tratamento adequado, de produtos químicos de qualidade, monitoramento na frequência estabelecida pelos órgãos reguladores e ações de manutenção preventiva e corretiva. Para tanto, se faz necessário uma equipe técnica qualificada atenta às variações dos indicadores de qualidade ao longo do tempo para detectar problemas com rapidez e propor soluções eficazes.

Introdução

Uma das consequências da crise hídrica que atingiu o estado de São Paulo nos anos de 2014 e 2015 foi o aumento da quantidade de consumidores de água que buscaram fontes alternativas próprias para consumo humano. No Município de São Paulo, muito condomínios, clubes e empresas optaram por perfurar poços profundos, na tentativa de sofrer menos com os períodos sem água na rede provocados pela gestão de pressão adotada pela companhia de saneamento.

Contudo, muitos daqueles que agiram por impulsão no ímpeto de solucionar o problema de disponibilidade de água, se depararam com outras questões até então desconhecidas por eles, como a obrigatoriedade de tratamento e monitoramento da água do poço, estabelecidos pelo Ministério da Saúde (Portaria nº 2914/2011) e Vigilância Sanitária Municipal (Resolução SS 65/2005).

Para assegurar a qualidade da água ao longo do tempo, visando o atendimento dos padrões de potabilidade da Portaria nº 2914/2011, é necessário um responsável técnico que irá focar nas soluções de tratamento e no monitoramento da qualidade da água. Devido à importância do tema, este profissional deve buscar sempre tecnologias robustas, de elevada simplicidade operacional e segurança ocupacional, já que na maior parte do tempo quem terá contato com as soluções de tratamento de água são os funcionários do próprio estabelecimento.

Depois de concluída uma obra de perfuração de poço, a operação e manutenção devem ser racionais e sistemáticas, atentas à detecção de indícios que permitam soluções rápidas de problemas e, preferivelmente, atuem de forma preventiva a eles (GIAMPÁ; GALDIANO, 2013).

Este trabalho apresenta um estudo de caso em um condomínio na Zona Oeste do Município de São Paulo, apresentando alguns aspectos relacionados ao tratamento, ao monitoramento e à manutenção do poço profundo.

Autores: Marco Jacometto Marchi e Ana Laura Buttendorf Arnesen.

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