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A importância do manejo de macrófitas aquáticas em reservatórios urbanos: um estudo na Guarapiranga (São Paulo, SP)

Resumo

O reservatório da Guarapiranga, localizado na RMSP, vem sofrendo com o adensamento populacional em seu entorno. Embora o principal uso de suas águas seja o abastecimento público, o reservatório também é utilizado para outras atividades, como recreação, pesca, agricultura etc, caracterizando assim, seus usos múltiplos. Como observado em reservatórios localizados próximos a centros urbanos do mundo todo, as atividades antrópicas da bacia hidrográfica vão determinar a qualidade da água bruta do manancial. Um dos principais efeitos negativos é a eutrofização artificial do corpo d’água que pode restringir os usos da água, favorecendo o crescimento de algas e macrófitas aquáticas. Visando melhorar a qualidade da água bruta, a Sabesp vem implementando algumas medidas de manejo no reservatório Guarapiranga, como a instalação de ecobarreiras para retirada de detritos nos principais tributários, barreira de contenção na zona de captação e a retirada de macrófitas aquáticas. Estas plantas aquáticas são retiradas do reservatório com o apoio de embarcações desenvolvidas especificamente para esta finalidade e são transportadas até o aterro sanitário. Além de minimizar problemas operacionais como entupimento de grades, a retirada das macrófitas aquáticas colabora para a manutenção das atividades de lazer e navegação que são usos importantes para esta região do município de São Paulo. Além disso, as macrófitas aquáticas são reconhecidas por promoverem a remoção de nitrogênio e fósforo, que retornariam à água após a morte da planta. A sua retirada impede que estes nutrientes se tornem disponíveis para as algas, por exemplo. Em 2014, verificou-se que no período em que houve o maior crescimento de macrófitas aquáticas (e consequentemente, maior volume removido), a quantidade de algas foi comparativamente menor em relação aos demais períodos.

Introdução

O reservatório Guarapiranga, localizado na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), foi construído entre os anos de 1906 e 1908, e embora atualmente o principal uso de suas águas seja o abastecimento público, o reservatório também é utilizado para outras atividades, como recreação, pesca, agricultura, entre outros, caracterizando assim, seus usos múltiplos.

Como observado em reservatórios localizados próximos a centros urbanos do mundo todo, as atividades antrópicas da bacia hidrográfica vão determinar a qualidade da água bruta do manancial (Carneiro et al., 2005), uma vez que estes reservatórios estão sujeitos a grandes pressões antrópicas devido ao aumento populacional e consequentemente, ao aumento das fontes de poluição (Straškraba, Tundisi, 2000). A retirada  da mata ciliar e descarga de efluentes não tratados, bem como ligações clandestinas de esgotos em redes pluviais representam as principais fontes de poluição dos sistemas aquáticos.

No caso do reservatório Guarapiranga, o processo de eutrofização teve início a partir da década de 60 em consequência da ocupação desordenada em seu entorno (Borelli, 2006). Entre alguns dos principais efeitos negativos da eutrofização artificial do corpo d’água pode-se destacar o encarecimento no custo do seu tratamento, além da restrição dos múltiplos usos, com o crescimento de algas, cianobactérias e macrófitas aquáticas.

Visando melhorar a qualidade da água deste reservatório, a Sabesp vem implementando algumas medidas de manejo no reservatório, como a instalação de ecobarreiras para retenção de detritos nos principais tributários, barreira de contenção na zona de captação e a remoção de macrófitas aquáticas.

Estas plantas aquáticas são retiradas do reservatório com o apoio de embarcações desenvolvidas especificamente para esta finalidade e são transportadas até o aterro sanitário. Além de minimizar problemas operacionais como entupimento das grades de captação, a retirada das macrófitas aquáticas colabora para a manutenção das atividades de lazer e navegação que são usos importantes para esta região da Grande São Paulo.

Além disso, as macrófitas aquáticas são reconhecidas por promoverem a remoção de nitrogênio e fósforo, que retornariam à água após a morte da planta. A sua retirada impede que estes nutrientes tornem-se disponíveis para as algas e cianobactérias, diminuindo o seu crescimento, por exemplo.

Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo apresentar os efeitos que a retirada das macrófitas aquáticas da represa Guarapiranga apresentou sobre a concentração de nutrientes e cianobactérias durante o período de janeiro/2013 a outubro/2016.

Autores: Fabiana Akemi Kudo; Osmar Rivelino e Alexandre dos Santos Bueno.

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