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Febres hemorrágicas por vírus no Brasil

RESUMO

Chamando a atenção para as febres hemorrágicas por vírus, que em sua maioria tem escassa informação divulgada e provavelmente são subnotificadas, mostra-se neste artigo casos clínicos das 4 doenças deste tipo que ocorrem no Brasil: febre amarela, dengue hemorrágico/síndrome de choque do dengue, febre hemorrágica por arenavírus e síndrome pulmonar e cardiovascular por hantavírus. Também, relevantes aspectos clínicos, laboratoriais e epidemiológicos destas viroses são aqui abordados. São doenças que têm alta letalidade e induzem extravasamento capilar e coagulopatia, que podem ser evidenciados pela elevação do hematócrito e plaquetopenia. A suspeita clínica e o tratamento precoce são fundamentais à sobrevida dos pacientes.

INTRODUÇÃO

As febres hemorrágicas de origem viral ocorrem em praticamente todo o mundo e são causadas por vírus de RNA pertencentes a 4 famílias, Flaviviridae (febre hemorrágica de Omsk, febre da floresta de Kyasanur, dengue hemorrágico/ síndrome de choque do dengue e febre amarela), Bunyaviridae (febre hemorrágica do Congo e da Criméia, febre do vale Rift, febre hemorrágica com síndrome renal por hantavírus e síndrome pulmonar e cardiovascular por hantavírus), Arenaviridae (febres hemorrágicas dos vírus Junin, Machupo, Guanarito e Sabiá na América do Sul e do vírus Lassa na África) e Filoviridae (febres hemorrágicas dos vírus Marburg e Ebola). São doenças graves e de alta letalidade que produzem distúrbios hemorrágicos, síndromes do extravasamento de fluidos, com ou sem dano capilar e acometem comumente fígado, rins e sistema nervoso central.

As febres hemorrágicas por vírus são zoonoses, em sua maioria associadas a animais silvestres, como primatas, roedores e possivelmente morcegos. A transmissão viral para o homem dá-se pela picada de artrópodo infectado, ou inalacão de partículas da excreta de roedores infectados. Os vírus causadores mantêm-se na natureza em ciclos zoonóticos complexos e mostram-se adaptáveis a novas situações, contra as quais respondem de maneira eficiente, criando novos ciclos e produzindo mutantes virais. Alguns destes vírus passaram a incluir o homem em seus ciclos mantenedores, utilizando vetores antropofílicos na transmissão. Este é o caso dos vírus do dengue, que de ciclo ancestral no Sudeste Asiático envolvendo primatas e mosquitos da mata, evoluíram para um ciclo urbano no qual o homem virêmico infecta o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus a outros seres humanos.

Transmissão interpessoal de vírus causadores de febre hemorrágica, via aerossóis ou contato estreito com secreções, tem sido descrita, inclusive contaminando médicos e equipe de enfermagem na lida com estes pacientes. Nestes casos, o mecanismo de transmissão não tem sido definitivamente esclarecido. Ainda, causadores de febres hemorrágicas, especialmente Arenaviridae e Filoviridae, tem sido experimentados como potenciais armas de guerra biológica por vários países.

No Brasil, são observadas 4 febres hemorrágicas por vírus: a febre amarela, o dengue hemorrágico/síndrome de choque do dengue (DHF/DSS), a febre hemorrágica por arenavírus e a síndrome pulmonar e cardiovascular por hantavírus (SPCVH). Discute-se neste artigo aspectos clínicos, laboratoriais e epidemiológicos destas febres hemorrágicas introduzindo, cada uma delas, com um caso clínico.

Autor: Luiz Tadeu Moraes Figueiredo

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