BIBLIOTECA

Eletrocoagulação aplicado ao tratamento de efluente da indústria de serigrafia

Resumo

A indústria gráfica de Santa Catarina apresenta problemas ambientais com o descarte de efluentes provenientes da pré-impressão lançados indiscriminadamente na rede de esgotos ou em corpos d’água. O presente trabalho teve como principal objetivo avaliar a eficiência do método de eletrocoagulação no tratamento de efluentes proveniente da indústria serigráfica, avaliando os seguintes parâmetros analíticos: Demanda Química de Oxigênio (DQO), Potencial Hidrogeniônico (pH), Turbidez, Cor e concentração de Alumínio. As variáveis de estudo nesta pesquisa foram: concentração de eletrólito (4 g L-1 e 8 g L-1 ), tempo de aplicação (15 e 20 min), material do eletrodo (alumínio) e intensidade de corrente (3 A e 5 A). Os resultados apresentados demonstram que a redução do tempo de aplicação (15 min) e o aumento da intensidade de corrente (5A) resultam em aumento na eficiência do tratamento (95%) decorrente da formação de íons metálicos bem como a formação de flocos de hidróxido de alumínio, favorecendo portanto o desempenho da eletrocoagulação. Entretanto, constatou-se por meio das análises que a concentração de alumínio total dissolvido no efluente tratado apresentou valores na faixa de (0,41 a 0,83 mg L-1 ), acima do permitido a corpos hídricos de classe III (0,10 mg L-1) sendo necessário atenção na questão da lixiviação do metal na água.

Introdução

Verma, Dash e Bhunia (2012), reportam que o processo de coagulação química em tratamento de esgoto envolve a adição de produtos químicos, normalmente sais de ferro ou alumínio, aplicado como coagulantes, capazes de alterar o estado físico de sólidos suspensos e/ou dissolvidos e facilitar sua remoção. O método tem sido empregado para remoção de sólidos suspensos, partículas coloidais, compostos orgânicos não biodegradáveis e metais pesados lixiviados de aterros sanitários. Neste sentido, a formação de macroflocos facilita os mecanismos de decantação (Guo et al, 2010). O processo de eletrocoagulação apresenta vantagens quando comparado à coagulação química. A primeira vantagem se refere ao grau de pureza dos eletrodos, geralmente constituídos de ferro ou alumínio puro, comparativamente os produtos químicos utilizados pelo processo convencional apresentam uma fração do metal. A eletrocoagulação geralmente minimiza a formação de lodo e favorece a alcalinidade da solução, não sendo necessários ajustes de pH (LEE e GAGNON, 2014). Os eletrodos mais utilizados para tratamento de efluentes via eletrocoagulação são eletrodos de alumínio e de ferro. os eletrodos de alumínio e o ferro são os materiais mais utilizados devido ao baixo custo, elevada disponibilidade e flexibilidade operacional (Strate, 2014). Shen et al (2006) afirmam que a corrente elétrica no processo de eletrocoagulação pode ser dividida em duas correntes. Na primeira corrente, ocorre a degradação de compostos orgânicos sendo proporcional ao efeito de remoção de cor. A segunda corrente está relacionada com a ruptura de moléculas de água e consequente liberação de gases. Neste contexto, alguns fatores como a concentração de eletrólito, temperatura, agitação e voltagem elétrica apresentam-se associados à distribuição da corrente elétrica em um reator de eletrocoagulação (Dubrawski e Mohseni, 2013).

Autores: Luciano André Deitos Koslowski; Edésio Luis Simionatto; Jonathan Davide de Abreu; Carlos Eduardo Lach e Camila Schwarz Pauli.

leia-integra