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Possíveis efeitos do alumínio presente na água tratada

Resumo

O Nordeste do Brasil em determinadas épocas sofre com a escassez hídrica, e a procura por água comercializada aumenta consideravelmente. Para realizar o tratamento de água, antes da comercialização, alguns proprietários adicionam o composto químico sulfato de alumínio (Al2(SO4)3). Este tem como principal finalidade ajustar a turbidez da água, realizando a clarificação. No entanto, a adição inadequada desse composto pode acarretar diversos problemas de saúde pública, devido a sua toxidade. Doenças como por exemplo, a demência, a fibrose pulmonar, a encefalopatia, a osteomalácia e a anemia. Logo, é importante que haja um monitoramento contínuo da qualidade de água comercializada, afim de obter resultados mais amplos. Visto que as doenças ocasionadas pelos efeitos tóxicos deste elemento residual de alumínio são bem recorrentes. Portanto, realizar pesquisas nessa linha têm como objetivo propor soluções e/ou alternativas aos comerciantes para o pré tratamento da água, através de ações educativas.

Introdução

 

A importância da qualidade da água potável que é distribuída no âmbito nacional, atualmente encontrado na região do nordeste brasileiro e principalmente na região do sertão nordestino é muito discutida. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o território brasileiro contém cerca de 12% de toda a água doce do planeta.

Em se tratando da região do Nordeste brasileiro, existem peculiaridades em suas características geoambientais, as quais resultam na existência de baixas reservas hídricas. Os impactos da falta de água no Brasil são variados, principalmente na região semiárida. Muitos analistas, em razão das chuvas abaixo da média no início de 2015, apontaram cenários caóticos em parte da região Nordeste.

Com a escassez de água enfrentada no semiárido, é necessário comercialização e o armazenamento de água em reservatórios, além de aplicação de um tratamento prévio para potabilidade, o que pode interferir na qualidade de água disponibilizada para a população. Por isso é importante à realização de um controle e monitoramento periódico da qualidade da água utilizada (CALAZANS et al., 2004).

O estado da Paraíba passou por um longo período de estiagem e diante da situação houve um aumento na comercialização de água. E para o tratamento da água comercializada, alguns proprietários realizam um pré-tratamento na água bruta para que seja comercializada, a aplicação do composto químico sulfato de alumínio (Al2(SO4)3), usado para a clarificação do o aspecto turvo da água (esse aspecto turvo é oriundo da presença de partículas coloidais, isto é, partículas sólidas).

Os resíduos de alumínio na água, provenientes do uso do sulfato de alumínio de forma inadequada, podem contribuir para algumas doenças no organismo humano, como osteoporose, hiperatividade e dificuldade de aprendizado em crianças, e até mesmo para os males de Alzheimer e Parkinson. Tendo isso em vista, é interessante saber se a água comercializada possui um elevado teor de Alumínio (proveniente do Al2(SO4)3) e se estes proprietários/comerciantes têm conhecimento de que o Alumínio em alta concentração pode ser prejudicial à saúde humana, além disso, é importante saber também se a água obedece os parâmetros relacionados ao teor de alumínio estabelecido pela Portaria de consolidação no 005 de outubro de 2017, anexo XX, com artigos que se aplicam à água destinada ao consumo humano.

Autores: Amanda Leticia Oliveira Silva; Marizabel da Silva Ramos; Marcia Ramos Luiz; Neyliane Costa de Souza; Agnis Pâmela Simões do Nascimento; Jéssia Estefânia de Oliveira Amorim Silva; Ester de Farias Ramos  e Fernanda Vieira Amorim.

 

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