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Economia de baixo carbono

Edição nº 12 – Revista Água, Gestão e Sustentabilidade

As maiores empresas do país anunciaram um acordo de vanguarda para estimular a redução das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas globais. Na “Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas”, as empresas participantes se comprometem a implementar ações para reduzir as emissões de CO² em suas atividades. Foi a primeira vez que empresários de diferentes áreas do setor produtivo brasileiro apresentam ao governo uma proposta de redução de emissões.

De acordo com a Carta, as empresas devem publicar inventários trienais de emissões de gases estufa; incluir estratégias de escolha de produtos e serviços que promovam a redução de CO²; buscar redução contínua de emissões e apoiar o mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (REDD). Comprometem-se, ainda, a ter maior empenho em ações de adaptação?em regiões com altos níveis de emissões.

A meta é promover uma economia de baixo carbono como alternativa para a crise. Na carta, as empresas também pedem ao governo a implementação e agilização de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e apoio para a criação de mecanismo de REDD. Defendem também que o Brasil assuma uma posição de liderança nas negociações da Conferência do Clima de Copenhague, a COP 15, em dezembro.

Roger Agnelli, presidente da Vale, afirmou que estamos em uma transição da economia de mercado para uma economia verde. Para ele, essa é uma exigência da sociedade, de acordo com a assessoria de comunicação do Ministério do Meio Ambiente. “Faz parte da sobrevivência das companhias essa nova postura, que deve ser estendida a todos os setores da cadeia produtiva”, disse. Agnelli acredita que as empresas que não se adequarem a uma economia de baixo carbono terão a competitividade afetada.

A Carta foi apresentada durante o seminário “Brasil e as Mudanças Climáticas” promovido pelo jornal Valor Econômico e pela Globo News, que reuniu instituições da sociedade civil, empresas e autoridades governamentais, em preparação para a COP-15.

Um perfil de emissões similar aos dos países desenvolvidos

O Ministério do Meio Ambiente começa a estudar novas medidas para reduzir as emissões de gases estufa da indústria e energia. Estimativas apresentadas ao ministro Carlos Minc dão conta de que o crescimento do setor industrial e da geração e consumo de energia está levando os dois setores a ter um peso mais expressivo no total de emissões.

O Brasil está caminhando para um perfil de emissões similar ao dos países desenvolvidos, mesmo que em proporções diferentes, revela a estimativa de emissões de dióxido de carbono nos setores de energia e de processos industriais apresentada.

Até o final do ano, pretende-se estimar as emissões dos demais setores e Minc acredita que indústria e energia juntas devem saltar de 18% do total de emissões de CO² para cerca de 30%, enquanto as emissões por desmatamento apresentam quedas sucessivas.

O estudo compara os dados de emissões de 1994, do inventário nacional, e de 2007, que teve como base fontes oficiais, tais como Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao Ministério das Minas e Energia, IBGE e anuário de indústrias, e aponta como um dos vilões a ampliação do número de termoelétricas. Em 1994, para cada gigawats consumido, emitia-se 42 toneladas de CO². Agora, esse número pulou para 54 devido maior participação de termoelétricas.

Para o caso do setor de transporte, outro segmento que aumentou as emissões, a saída, segundo o ministro, será o governo e a sociedade adotarem medidas como dar ênfase ao transporte coletivo, investir em hidrovias, exigir a inspeção de emissões anualmente dos veículos e, no caso do setor elétrico, incentivar a geração de energia limpa, limitando a expansão das termoelétricas que?passaram a emitir 122% a mais.

Só o setor de transportes passou a jogar 50 milhões de toneladas de CO² a mais na atmosfera. São 30 milhões pelo consumo de diesel, 15 milhões pela queima de gasolina e 5 milhões de gás natural. Isso, segundo o ministro, implica repensar a matriz brasileira de transportes que, segundo ele, valorizou o “rodoviarismo, que já era grande e aumentou ainda mais”. Mais carros flex, biodiesel e investimentos no transporte hidroviário é o que propõe Minc para diminuir o impacto dos combustíveis fósseis. “A meta é buscarmos uma economia de baixo carbono”, afirma.

Em 1994, os setores de energia e indústria emitiam 243 toneladas de CO² e em 13 anos estima-se um total de 444 mil toneladas somente na geração de energia. Isso representa 71% a mais e liga o sinal de alerta no MMA para os padrões atuais de desenvolvimento.

“Temos de atuar junto a esses setores para reverter a curva ascendente de emissões”, avalia Suzana Kahn. “Queremos crescer emitindo menos carbono”, defende o ministro.

Fonte: http://www.revistaagua.com.br/

Empresas Signatárias da Carta

Aflopar Natura
Andrade Gutierrez Nutrimental
Aracruz Celulose Odebrecth
Camargo Correa OAS
CBMM Polimix
Coamo Agroindustrial Samarco
Cooperativa Suzano Papel e Celulose
CPFL Energia Unica
Estre Ambiental Vale
Grupo Orsa Votorantim
Grupo Pão de Açúcar VCP
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