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Análise de diferentes fontes de água tratada por osmose reversa para aplicação em caldeiras industriais

Resumo

Diante da necessidade de fontes alternativas de água para utilização, estuda-se novas ferramentas que otimizem e ampliem as possibilidades do uso da água para atividades como agricultura, pecuária e indústrias. As caldeiras são instrumentos industriais que tem como fonte de alimentação a água, e está presente em diversos processos propulsores da economia. O funcionamento das caldeiras é adequado de acordo a NR-13 e as classificações é dada de acordo com o nível operacional de pressão, otimizando o seu funcionamento e tornando-o mais seguro, no entanto deve-se atentar a qualidade do fluido operacional, devendo estar enquadrado em determinados parâmetros físico-químicos e microbiológicos para evitar vapores de má qualidade, danos as caldeiras e acidentes. Através de pesquisas, fez-se possível realizar uma análise e comparativo dos resultados laboratoriais obtidos de amostras de águas tratadas por osmose reversa, sendo realizado uma revisão integrativa. Os resultados mostraram eficiência quanto ao processo de osmose reversa para remoção de sais e óxidos, particulados e elementos dissolvidos, algumas analises indicaram presença de coliformes totais e fecais, indicando a necessidade de estudos sobre o impacto negativo que pode causar em caldeiras devido a sua presença assim como fatores externos que levaram a esse resultado. Além disso, fez-se possível enfatizar a necessidade de pesquisas referente a minimização de danos quanto a implementação do sistema de osmose reversa.

Introdução

A escassez de água doce e sua distribuição irregular entre os países é dado como um problema agravante da sociedade. Atividades como as industriais, agricultura e pecuária tem comumente como matéria prima principal a água, e são atividades propulsoras da economia (HESPANHOL, 2002). Devido a indispensável utilização de água e as condições ambientais, há uma necessidade de técnicas alternativas para o tratamento de água visando uma maior disponibilidade deste recurso a partir de diferentes origens, seguindo as normas e portarias estabelecidas para cada finalidade (SILVA et al., 2017).

No cenário geral de utilização de água doce do mundo, as indústrias consomem em média 22% deste recurso, sendo direcionada para reações, processos químicos e funcionamento de equipamentos industriais como: caldeiras, jateadores de água, torres de resfriamento e tubulações (SANTOS et al., 2016). As caldeiras industriais, por sua vez, são equipamentos responsáveis por produzir vapor em condições especificas de trabalho. Utilizando água como fonte de alimentação, o vapor é acumulado sob pressão superior à atmosférica, enquanto energia é transferida na forma de calor para o fluido de trabalho através de, por exemplo, resistência elétrica no caso de caldeiras elétricas e gases de exaustão na queima de combustíveis (ALBERICHI, 2013). São utilizadas comumente em indústrias frigorificas, petróleo e seus derivados e como geração de energia em usinas termoelétrica, segundo Santos et al. (2017).

Segundo Alberichi (2013), as caldeiras são equipamentos que trabalha em diferentes faixas de pressão, sendo necessário cuidados específicos durante seu processo de operação, requisitos que são especificados na Norma Regulamentadora nº 13, logo o fluído operacional deve estar com às características físico-químicas e biológicas estabelecidas. A água usada nas caldeiras industriais não deve ser bruta, pois há presença de contaminantes como íons cálcio, magnésio, silicatos, sulfatos e carbonatos que se tendem a depositar sobre a superfície das caldeiras, assim como afirma Santos et al. (2006), a presença de certos metais como ferro, zinco, cobre e chumbo que propulsiona incrustações nas paredes das caldeiras. Logo faz-se necessário que a água tenha passada por processos corretivos antes de ser utilizada, diante desse fato e da necessidade de alternativas mais sustentáveis, recorre-se o processo de osmose reversa, que é definido como o processo de separação da água dos sais minerais (SILVA et al., 2013).

O processo de osmose reversa, de modo geral, é responsável por remover a maior parte dos contaminantes, sendo a água do tipo salobra ou pluvial, enfatizando o processo de dessalinização da água como um propulsor de maior disponibilidade de água disponível para uso. Nesse sentido, o seguinte trabalho busca se debruçar sobre a análise da viabilidade de aplicação do processo de osmose reversa para o tratamento de água de diferentes fontes deste recurso, com a finalidade de aplicação em caldeiras industriais, de modo a determinar se ocorre a adequação das águas analisadas para o processo da geração de vapor.

Autores: Grazielma Ferreira de Melo; João Victor Alves Laurentino; Lucicleitor Oliveira Santos e Virgínia Lauanny Cupertino de Freitas.

 

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