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Degradação de Ciprofloxacina (CIP) pelo processo oxidativo avançado UV/H2O2

Resumo

O consumo de fármacos cresce ano após ano e os processos convencionais não estão sendo totalmente eficientes na sua degradação ou remoção. Esse fato torna o descarte desses contaminantes um sério problema ambiental. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a degradação da Ciprofloxacina (CIP) via processo oxidativo avançado POA-UV/H2O2. As reações foram conduzidas em um reator de escala laboratorial. O arranjo utilizado contou com um béquer de borossilicato, agitador magnético e lâmpadas. Este arranjo foi submetido a diferentes fontes de irradiação (UV-A/UV-C, UV-vis e solar). Para determinar as melhores condições experimentais do processo foram investigados diferentes valores de pH inicial da solução, concentração de H2O2 e concentração inicial de CIP na solução. Para todos os experimentos foram monitorados degradação da CIP, consumo de H2O2 e o pH da solução, durante tempos de irradiação de até 600 minutos. Resultados satisfatórios foram observados sob condições de irradiação UV-C (λ 254 nm), com pH inicial de 3 e 100 mg H2O2 L-1, obtendo 100% de degradação (Co = 5 mg CIP L-1), em 120 minutos. Portanto, o POA- UV/H2O2 pode ser considerado um sistema alternativo na degradação de CIP, minimizando os impactos ocasionados pelo descarte inadequado destes contaminantes em corpos hídricos.

Introdução

Os compostos farmacêuticos crescem em importância à medida que suas vendas aumentam ano após ano. Com isso, o seu tratamento e o seu descarte são alvos de pesquisa na comunidade científica. Existem processos naturais como biodegradação e degradação abiótica que poderiam reduzir ou eliminar a presença desses contaminantes no solo ou na água. Entretanto, muitos fármacos, como a Ciprofloxacina (CIP), não são biodegradáveis ou acabam sendo lançados diretamente no ambiente (ANDREOZZI et al., 2004).

Devido à complexidade da molécula de CIP e sua persistência no meio ambiente, pesquisadores têm buscado técnicas alternativas para degradação e/ou mineralização destes compostos em solução. Dentre essas, podemos destacar o processo oxidativo avançado POA-UV/H2O2, perfazendo em sua reação principal a formação do radical hidroxila (•OH), sendo este um forte agente oxidante, que ataca compostos recalcitrantes e de baixa biodegradabilidade, transformando em CO2, H2O e íons inorgânicos (BRILLAS et al., 2009).

No presente trabalho o objetivo geral foi avaliar a degradação da Ciprofloxacina pelo POA-UV/H2O2. Inicialmente foram investigadas as melhores condições de pH inicial da solução e diferentes concentrações de H2O2, avaliando a influência da concentração inicial de CIP sujeita a degradação (razão CIP/H2O2). Posteriormente, foi testada a influência das fontes de irradiação UV-A, UV-C, UV-vis e solar. Em tempos de reação de 0 a 600 minutos, foram determinadas as concentrações residuais de CIP e H2O2, com constante monitoramento do comportamento do pH da solução.

Autores: Júnior Staudt; Andrieli Schmitz; Francine Bueno; Luana Damke e Fernando Henrique Borba.

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