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Câmeras, drones, sensores e IA otimizam produção de energia

Câmeras, drones, sensores e IA otimizam produção de energia

Brasil se destaca com financiamento, talentos e clientes que demandam alta tecnologia, afirma executivo

Novidades baseadas em inteligência artificial (IA), robótica e baterias estão otimizando a produção de energia. A tecnologia Lidar – que remonta à missão espacial Apollo 15, de 1971, e que é usada até pela arqueologia na descoberta de edificações antigas em florestas como a amazônica- vem sendo adaptada para monitoramento e avaliação de recursos eólicos em pleno oceano e para avaliar terrenos para projetos de energia solar.

No primeiro caso, a usa sensores em uma boia para monitorar sistemas eólicos offshore. O projeto, em parceria com o Senai, é capaz de medir velocidade e direção do vento, pressão atmosférica, temperatura e umidade do ar, ondas e correntes marítimas.

Sensores de Lidar também são usados pela Eccon Soluções Ambientais em drones para onde instalar placas solares. De posse dos dados coletados, de imagens de satélite e de bases ambientais, a companhia oferece automação da análise de viabilidade de um projeto e processo automatizado para monitoramento de fogo. Drones ainda são usados, com câmeras de altíssima resolução, para identificar, por exemplo, maciços vegetais ou superaquecimento dos painéis.

Desde que passou a usar drones para identificar falhas em rastreadores solares (trackers) e monitorar sujidades em seu complexo solar de 438 MW em Paracatu (MG), a Atlas Renewable Energy aumentou a geração em 0,25% devido à troca mais rápida de equipamentos defeituosos. Também reduziu em R$ 5 mil por MW os custos de projeto graças ao uso de imagens termográficas automatizadas.

IA, robótica, Lidar e automação fazem parte do dia a dia”, diz Rodolpho Guedino, head de digital e inovação da Atlas. A empresa desenvolveu modelos de previsão baseados em meteorologia com acurácia superior a 90% e vai usar robôs autônomos para limpeza e pretende ampliar testes com um produto para aumentar a refletividade do solo, capaz de render até 4,5% mais na geração de energia.

Na Tecsci, empresa de inovação da MTR Solar, a IA ajuda em questões como a otimização de trackers, com ganhos de até 13% em geração em dias nublados, e previsão de liberação de energia, com acurácia de 98%. Robôs de limpeza desenvolvidos internamente tomam decisões em tempo real.

“O próximo lançamento é a inspeção termográfica com drones para verificar a eficiência da geração”, diz o diretor Eduardo Aguiar.

A finlandesa Wärtsilä fez parceria com o Porto de Suape para testar um motor a etanol para gerar energia limpa em larga escala. “Estamos desenvolvendo produtos a etanol e metanol verde e nosso equipamento que funciona com gás natural pode operar com até 25% de hidrogênio com poucas modificações”, diz Jorge Alcaide, presidente da empresa no Brasil. A companhia ainda forneceu motores movidos a dendê para uma termelétrica de 12 MW da Palmaplan e converteu motores de uma termelétrica em Manaus por uma solução 100% a gás natural.

A catarinense , por sua vez, criou a primeira turbina eólica 100% nacional, com capacidade de 4,2 MW, e lançou em parceria com a Petrobras um modelo de 7 MW com pás mais leves, compostas por liga de carbono, permitindo produzir até 3% a mais de energia. A marca investe em sistemas de baterias (Bess, na sigla em inglês) e usa a solução em sua fábrica de fios para dar estabilidade à rede e reduzir a perda de cobre decorrente de oscilações, cujo valor supera R$ 4 milhões ao ano.

“Cotamos nos últimos meses quase R$ 15 bilhões em projetos de Bess, boa parte no Brasil”, conta o diretor responsável por tecnologia e inovação global da WEG, Rodrigo Fumo.

“No mundo das energias o Brasil chama atenção, com financiamento, talentos e clientes que demandam alta tecnologia”, diz André Clark, vice-presidente sênior da Siemens Energy para a América Latina, fornecedora de projetos customizados de grande porte.

O Brasil foi pioneiro na produção de capacitores em ultra alta potência da marca e é um dos principais contratantes dos novos sistemas flexíveis de transmissão de corrente alternada, compostos por soluções como condensadores síncronos para estabilidade de redes.

Fonte: Valor


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