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Borras oleosas

Engº Marco Vezzani

As borras oleosas estão presentes na maioria das atividades de transformação da industria metalúrgica. Elas são compostas principalmente de óleos (responsáveis pela lubrificação dos equipamentos de laminação, extrusão, dentre outros), água (proveniente do resfriamento) e carepas (provenientes do desbaste da superfície do metal laminado ou extrudado). Também existem as borras provenientes dos processos de usinagem, em que água e óleo são emulsificados para garantir a lubrificação e resfriamento necessários no processo de usinagem em si. O produto residual também carrega uma certa quantidade de carepas.

A borra oleosa metalúrgica, na natureza, é bastante prejudicial, pois é rica em metais pesados (extremamente tóxicos para a maioria dos metabolismos), opera como agente impermeabilizante e após algum tempo, pode abrigar uma série de vetores (fungos e outros parasitas). Além disto, não é naturalmente biodegradável, pois poucos ou nenhum microorganismos conseguem digerí-la.

Antigamente (e infelizmente ainda é uma pratica comum), as borras eram descartadas em lixões, aterros sanitários ou, pior ainda, na linha do esgoto. Nos aterros, a borra colabora com a instabilidade das camadas, que se tornam escorregadias e tendem a desabar, além de intensificar a toxicidade do chorume gerado no próprio aterro. Quando lançadas no esgoto, as borras colapsam o sistema aeróbio e anaeróbio das estações de tratamento, ou, se lançadas diretamente na natureza, provocam mortalidade da flora e fauna. O poder poluidor da borra pode ser comparado aquele do petróleo derramado em natura.

A destinação, para ser correta – coprocessamento ou incineração – é normalmente bastante dispendiosa, podendo superar o custo de R$ 500,00 – 800,00 por tonelada.

A UPD – V (Unidade de Prevenção à Desperdícios VOMM) atua no local de geração do resíduo – na estação de tratamentos da indústria metalúrgica -, removendo ao máximo a umidade residual, diminuindo sensivelmente seu volume e permitindo o reúso do mesmo. Uma borra isenta de umidade e carepas pode ser reaproveitada para lubrificação em outros processos menos sensíveis, reciclada ou até mesmo utilizada como fonte energética (calor). A UPD – VOMM é dimensionada para processar 100% da geração diária de borras da metalúrgica, principalmente as de grande porte.

Após a assinatura de um contrato, a UPD – VOMM pode ser fornecida em 60-90 dias, ou menos, de acordo com a necessidade do cliente. Após instalado, o sistema garante a eliminação instantânea da água, que também pode ser separada e recuperada como água de reúso industrial.

A separação entre água e óleo ocorre pelo diferencial do ponto de ebulição, portanto via evaporativa, com um restrito controle de temperatura para evitar a formação de gases combustíveis. O produto resultante é um óleo praticamente anidro que, não tendo sofrido superaquecimentos, mantém intactas suas propriedades lubrificantes. Este é o objetivo final: proporcionar um produto com propriedades para o comércio ou reúso. Por este motivo pode ser apelidado de “turbinado”, pelo alto desempenho sustentável da UPD – VOMM.

O produto ultra-concentrado é o resultado da eliminação de água. O primeiro benefício é a drástica redução de volume das borras a serem destinadas. O custo para remoção deste volume de água contaminada, tende a ser muito menor que o de seu destino (na ordem de 40-60%), portanto os resultados são imediatos. Posteriormente, ainda é possível encontrar novas aplicações que agreguem valor ao produto, aumentando a taxa de retorno.

O valor do contrato depende da sua duração, das características da borra e da localização do gerador, motivo pelo qual a VOMM está atenta no desenvolvimento de soluções customizadas para seus clientes.

Eng. Marco Vezzani
Diretor Técnico
Tel.: (11) 3931-9888
marco@vomm.com.br
www.vomm.com.br
Fonte:http://www.meiofiltrante.com.br
Edição 46