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Avaliação quantitativa e qualitativa do efluente clarificado oriundo das lavagens nas unidades de decantação e filtração na ETA em Guaratinguetá/SP, objetivando a recirculação para redução das perdas no processo de tratamento

Resumo

Nas estações de tratamento de água (ETAs), durante o processo de purificação de água, é necessária a paralisação das unidades operacionais de decantação e filtração após certo tempo de funcionamento para a realização da descarga e lavagem para a remoção das impurezas retidas. Trabalho este necessário para a maximização da eficiência de operação. Para tanto, durante as lavagens destas unidades, ocorre o descarte de grande volume de água. Mediante o descarte de quantidade considerável de água durante a lavagem destas unidades operacionais, viu-se a oportunidade de avaliar o potencial qualitativo e quantitativo deste volume de água para o reaproveitamento no processo de tratamento, objetivando reduzir as perdas inerentes ao tratamento. O volume médio mensal descartado corresponde a 29.786 m³, equivalendo a aproximadamente 12 piscinas olímpicas. Através da análise dos parâmetros físicos inicialmente realizados, a qualidade do efluente clarificado apresentou-se equivale a água decantada para os parâmetros cor, turbidez e pH após o ensaio de sedimentação durante o tempo de 3,0 horas. A princípio, seria possível a recirculação no sistema de tratamento. Para tanto, há a necessidade de estudos complementares, através da avaliação dos parâmetros químicos e principalmente bacteriológicos, para melhor certificação do potencial qualitativo, de forma a aumentar a oferta de água tratada a população da área urbana em Guaratinguetá.

Introdução

Nas estações de tratamento de água (ETAs), durante o processo de purificação de água retirada dos mananciais superficiais, é necessária a paralisação das unidades de decantação e filtração de forma intercalada após certo intervalo de tempo de funcionamento para a realização da lavagem e remoção das impurezas retidas durante o funcionamento. Remoção esta necessária de forma a maximizar a eficiência de operação destas unidades durante a clarificação da água, tornando-a parcialmente potável para a sequência do tratamento, com posterior distribuição e consumação humana.
O reaproveitamento da água minimiza a vazão de descarte de efluentes e seus custos de lançamento. A implantação de reuso requer uma série de cuidados, a fim de evitar contaminações, riscos à saúde e prejuízos ao processo industrial. Antes de tomar qualquer decisão, é preciso avaliar as necessidades da indústria, a gestão da demanda, a caracterização dos efluentes, o potencial de reuso e a concepção do sistema como um todo (REVISTA HYDRO, 2011, apud BARROS e GOMES, 2012).
Existe a necessidade fazer a lavagem da unidade filtrante após certo tempo de funcionamento, geralmente realizada por meio da introdução de água no sentido ascensional para promover a fluidificação parcial do meio granular (expansão do leito filtrante) com a liberação das impurezas (DI BERNARDO e DANTAS, 2005, apud BARROS e GOMES, 2012).
De acordo com Franco e Maia (2014), o bom funcionamento do sistema de tratamento de água depende da lavagem de filtros, que deve ser realizada quando o filtro estiver colmatado. Os filtros rápidos, que são utilizados em grande parte das ETAs convencionais, normalmente são lavados uma a duas vezes por dia, por meio da injeção ascendente de água, com velocidade controlada para proporcionar a expansão do meio filtrante, importante na remoção dos resíduos (FRANCO; MAIA, 2014).
A recuperação da água de lavagem de filtro não é feita somente para eliminar o problema dos impactos ambientais causados pela descarga no corpo receptor, mas também para eficiência energética (FONTANA, 2004, apud FRANCO e MAIA, 2014).
Braga et. al. (2005) descreve sobre as possibilidades e maneiras de reuso, dependendo das características, condições e fatores locais, tais como decisão política, esquemas institucionais, disponibilidade técnica e fatores econômicos, sociais e culturais.
Junto ao reaproveitamento da água de lavagem dos filtros, Campos (2014) descreve a necessidade de diminuir o volume de água consumido na lavagem dos filtros no processo de tratamento. Um estudo registrou procedimentos diferentes na lavagem dos filtros, empreendidos por diversos operadores, buscando verificar o efeito no processo de lavagem (OLIVEIRA et al., 2006, apud CAMPOS, 2014).
Autores: Ailton César Teles de Barros; Paulo Ricardo Amador Mendes; Rafael Medeiros Ribeiro; Tatiane do Nascimento Lopes e João Vitor Pena de Souza.
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