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Avaliação da qualidade da água em área de preservação permanente pela obtenção do IQA

Resumo

Avaliação da qualidade da água –  O maior patrimônio da humanidade é a água, um bem natural e direito de todos, fundamental a todos seres vivos. Seu uso é indispensável para inúmeras atividades como abastecimento para consumo humano, recreação, irrigação, dessedentação de animais e obtenção de energia. Com o crescimento populacional, o uso da terra acaba sendo alterado impactando na qualidade da água. Poluição doméstica, altas taxas de consumo, escoamento superficial da água e o desrespeito no uso de Áreas de Proteção Permanente (APPs) ameaçam a qualidade da água. O IQA é composto por nove parâmetros, que foram fixados em função da sua importância para a conformação global da qualidade da água. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade da água através do IQA – Índice de Qualidade da Água de 11 pontos localizados na área de proteção permanente no Instituto Florestal de Assis. De acordo com os resultados obtidos concluiu-se que os pontos 1 e 2, estão regulares na escala de IQA segundo a CETESB, e os ponto 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9;10 e 11 estão bons na escala de IQA. Por ser tratar de área de preservação permanente, o esperado seria que o IQA desses pontos fossem ótimos, já que a descarga de matéria orgânica, em teoria, é reduzida, porém a crise hídrica enfrentada atualmente indica que não só a quantidade, mas também a qualidade da água é afetada.

Introdução

O maior patrimônio da humanidade é a água, um bem natural e direito de todos, fundamental a todos seres vivos, tanto como plantas animais e nós seres humanos. A proteção de mananciais se torna extremamente necessária para que a água possa garantir o uso múltiplo (consumo humano e animal, transporte, irrigação, manutenção da biota, entre outros). O uso da água tem se intensificado na última década acarretando problemas na quantidade e qualidade da água. O problema da poluição crescente vem se desenvolvendo em rios, reservatórios e lagos de modo negativo ao abastecimento público e afetando vidas aquáticas dependentes de uma boa qualidade e nutrição da água (BARROS; BARRETO; LIMA, 2012).

Águas interiores, subterrâneas ou fluentes são consideradas mananciais e são usadas principalmente para o abastecimento público, a qualidade da mesma deve ser monitorada afins de priorizar a integridade e a potabilidade para o consumo tanto para o controle e devidas correções preventivas. A eutrofização presente em vários países vem provocando efeitos de degradação em ambientes aquáticos afetando o balanço ecológico consequentemente comprometendo águas de diversos países (BARROS; BARRETO; LIMA, 2012.,BUCCI; OLIVEIRA, 2014).

No ano de 1970 foi iniciado estudos para obtenção de parâmetros de qualidade com o objetivo de controle da água com base na qualidade, feito por “National Sanitation Foundation” dos EUA, posteriormente adaptado pela CETESB, sendo desenvolvido o IQ-CETESB, um índice que determina a avaliação da água sendo priorizada a qualidade para o consumo humano (BARROS; BARRETO; LIMA, 2012). No Brasil, a adaptação da CETESB teve o índice utilizado por vários pesquisadores e órgãos ambientais na intenção de priorizar o controle e a qualidade da água e assim manter parâmetros fidedignos e compor a elaboração do IQA para segurança das águas. (ANDRADE et al, 2005).

A avaliação do parâmetro que determina a qualidade da água é principalmente baseada em variáveis matemáticas padronizadas que unifica a qualidade biológica, física, e química da mesma facilitando a comunicação em fatores numéricos determinando seu objetivo, tanto como método avaliativo como controle de qualidade para a vida aquática e consumo humano. O IQA é no Brasil o padrão ouro que possibilita a comparação de diferentes áreas analisadas através de estudos já realizados que utilizaram estes índices em locais distintos (MENEZES et al, 2018).

Autores: Julia Comelli da Silva, Elaine Amorim Soares e Sérgio Augusto Moreira Cortez.

Avaliação da qualidade da água


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