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Água de reúso para fins industriais estudo de caso

Resumo: O crescente aumento do consumo, desperdício e a poluição das águas superficiais e subterrâneas por esgotos domésticos e resíduos tóxicos provenientes da indústria e da agricultura vem ocasionando um colapso no sistema de abastecimento de água nas grandes cidades e em contrapartida, ocasionando a busca de novas técnicas e comportamentos visando o uso mais adequado e consciente desse recurso. A utilização da água de reúso pelas indústrias propicia diversos benefícios econômicos, ambientais, sociais e estratégicos visando uma atividade de maior abrangência, que é o controle de perdas e desperdícios, bem como, a minimização da produção de efluentes e do consumo de água. No Brasil, apesar dos benefícios oriundos da utilização da água de reúso serem bem definidos, o baixo índice de tratamento de esgoto nos municípios e a falta de uma política que integre o uso planejado de esgoto tratado à gestão dos recursos hídricos, são os principais entraves para a prática do reúso no país. O presente trabalho teve como objetivo uma análise do conceito de água de reúso no Brasil e mais especificamente no setor industrial, bem como, um estudo de caso de um sistema gerador de água de reúso industrial. A metodologia aplicada compreendeu pesquisa bibliográfica, visita técnica e coleta de dados e de informação referente ao tema em questão.

Introdução: A água é um recurso natural essencial para a sobrevivência de todas as espécies que habitam a Terra. No organismo humano a água atua, entre outras funções, como veículo para a troca de substâncias e para a manutenção da temperatura, representando cerca de 70% de sua massa corporal. Além disso é considerada solvente universal e é uma das poucas substâncias que encontramos nos três estados físicos: gasoso, líquido e sólido. É impossível imaginar como seria o nosso dia-a-dia sem ela. A quantidade de água existente no planeta é a mesma há centenas de anos; somente alternando-se em termos de distribuição e estado (evaporação, transpiração, precipitação e infiltração, respiração e combustão). Isso porque a água é um recurso natural reciclável por excelência, fenômeno esse conhecido como Ciclo Hidrológico (MMA, 2002). A água será fator impactante para crises internacionais no Século XXI, uma vez que, entre 1900 e 1995, o consumo total de água para as atividades humanas (agrícola, industrial, domestica e outras) cresceu seis vezes. O aumento do consumo é maior nos países em desenvolvimento, em virtude do maior crescimento da população. As Nações Unidas preveem a estabilização do crescimento populacional somente após 2050, e mais de 90% do crescimento da população até esta data ocorrerá nos países em desenvolvimento (LEMOS, 2014). Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que quase metade da população mundial (2,6 bilhões de pessoas) não conta com serviço de saneamento básico e que uma em cada seis pessoas (cerca de 1,1 bilhão de pessoas) ainda não possui sistema de abastecimento de água adequado. As projeções da Organização das Nações Unidas indicam que, se a tendência continuar, em 2050 mais de 45% da população mundial estará vivendo em países que não poderão garantir a cota diária mínima de 50 litros de água por pessoa. Mesmo países que dispõem de recursos hídricos abundantes, como o Brasil, estão sujeitos a problemas com a escassez pois, a disponibilidade varia muito de uma região para outra. Dentre as principais causas da diminuição da água potável temos: o crescente aumento do consumo, o desperdício e a poluição das águas superficiais e subterrâneas por esgotos domésticos e resíduos tóxicos provenientes da indústria e da agricultura (MMA, 2010). Segundo Oliveira (2012) a utilização da água proveniente dos tratamentos de esgoto é uma fonte viável e uma das técnicas mais adequadas para atender toda a demanda, entretanto, devido ao baixo índice de tratamentos de esgotos dos municípios do Brasil (por volta de 30% dos esgotos coletados) a aplicação de água de reúso em suas diversas possibilidades não são significativos. Apesar disso, a tecnologia para reúso não potável, principalmente para fins industriais, tem sofrido um grande avanço nos últimos anos com custos de implantação e operação em tendência de queda.

Autores: Calda, Solange Alves Batista e Samudio, Edgar Manuel Miranda.

Leia o estudo completo: agua-de-reuso-para-fins-industriais-estudo-de-caso

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