BIBLIOTECA

A sustentabilidade na comunicação gráfica

Fabio Arruda Mortara – presidente da Regional São Paulo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

04/05/2010 – A indústria gráfica busca adequar-se à realidade das mudanças climáticas e à prioridade da preservação. Embora sua resposta à demanda da sustentabilidade seja efetiva, em especial no aprimoramento de suas tecnologias e processos, ainda há questionamentos ecológicos quanto à atividade de imprimir. Assim, cabe à cadeia produtiva da comunicação gráfica, incluindo a imprensa e as lideranças setoriais, a responsabilidade de prestar transparente esclarecimento à opinião pública.

Hoje presente na indústria gráfica e em todos os ramos industriais, o conceito contemporâneo de “desenvolvimento limpo”, que se opõe ao modelo devastador que prevalece durante séculos, é focado na mudança de hábito e atitudes. Nesse contexto, sustentabilidade pode ser definida como a forma de desenvolvimento capaz de garantir as necessidades das presentes e futuras gerações. Entretanto, a sua implementação ainda tem muito a evoluir.

Impõe-se entender com precisão a natureza ambiental do negócio da comunicação gráfica e adaptá-lo aos novos tempos. Porém, como fazê-lo? As respostas não se apresentam acabadas, mas proponho uma metodologia de raciocínio e idéias para esse debate.

Ao analisarmos nossa cadeia produtiva, temos de lutar para que haja atenção e busca obsessiva e permanente por formas sustentáveis.

Muito antes de focar a impressão, há que se perseverar na busca da regularização de florestas, da certificação da madeira, do uso do solo e do manejo correto das matas.

Tintas e processos produtivos ambientalmente mais corretos também devem ser alvo dos anseios do setor na busca por práticas sustentáveis. Nesse sentido, iniciativa louvável é o FSC (Forrest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal), que promove, desde 1996, o manejo responsável de florestas em todo o Planeta. No Brasil, trabalho similar é realizado pela ong Imaflora ( Instituo de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).

No interior das gráficas, muitos já são os avanços. Exemplo disso foi o lançamento do Manual Técnico-Ambiental da Indústria Gráfica, pela Abigraf, Sindigraf-SP e a ABTG.

Entretanto, ainda há muito o que fazer. Temos de buscar construções mais arejadas e com iluminação natural, diminuindo a necessidade de ar condicionado e luz artificial; dar destinação sempre adequada aos fluentes e resíduos sólidos; reduzir cada vez mais o tempo e quantidade de insumos para os acertos das máquinas; e pesquisar papéis mais resistentes e embalagens mais finas e facilmente degradáveis ou recicláveis, tintas biodegradáveis e métodos mais adequados de limpeza de maquinas e periféricos. Preconizamos, ainda, maior controle de gastos de insumo por produto gerado e a criação de indicadores-meta para a produção limpa.

No campo institucional, a missão do setor é igualmente importante e complexa. É imprescindível sensibilizar as entidades reguladoras e fiscalizadoras municipais, estaduais e da União para que entendam melhor o negócio gráfico, no qual predominam as empresas de pequeno porte.

Assim, o estabelecimento e a divulgação de metas factíveis e requisitos economicamente viáveis são primordiais para que a sustentabilidade seja uma realidade horizontal.

Finalmente, é importante ampla clareza, por parte da sociedade, governos e formadores de opinião, de que a comunicação gráfica continua sendo a principal difusora do conhecimento. Ou seja, é mídia decisiva para que toda uma geração seja conscientizada sobre a premência da sustentabilidade.

Publicado por: Fabio Arruda Mortara

Fabio Arruda Mortara, M.A., MSc.., empresário, é presidente da Regional São Paulo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Fonte: http://www.celuloseonline.com.br/

ÚLTIMOS ARTIGOS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS