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Novo sistema produz água potável a partir de energia solar

O processo de dessalinização, conhecido por seu alto custo, está próximo de ganhar uma ferramenta acessível e (muito) eficiente.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um sistema que utiliza energia solar para retirar o sal da água do mar, tornando-a potável. Não se trata da primeira tecnologia do tipo, mas é a mais eficiente.

Cada metro quadrado da coisa gera 5,8 litros de água doce por hora. Isso é o dobro do que se conseguia até hoje com sistemas parecidos.  O estudo foi publicado na revista Energy and Environmental Science.


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Dessalinização natural

Para entender como o sistema funciona, vale lembrar como a própria natureza fabrica água potável a partir do mar. O calor do Sol evapora a água salgada, e o que sobe é H2O puro. Depois, nas nuvens, ocorre a condensação, tornando a água líquida novamente, que cai na forma de chuva. Agora, ela está pronta para retornar aos rios, lagos, represas e torneiras.

Agora, vamos ao sistema do MIT. Ele consiste numa estrutura flutuante, que absorve água salgada e acelera a transformação dela em vapor. Você tem algumas camadas ali. A primeira é uma placa solar. Não uma placa de energia fotovoltaica, só uma que concentra energia do sol mesmo (como as usadas para aquecer caixas d’água). A segunda camada consiste em folhas de papel toalha, que absorvem a água salgada. Depois vem o condensador, a camada que transforma o vapor naquilo que interessa: água potável.

sistema-agua-potavel-energia-solar

1- Isolante térmico | 2- Placa solar | 3- Papel Toalha | 4- Condensador (Divulgação/Reprodução)

O pulo do gato aqui é o seguinte: depois da primeira placa, há várias outras enfileiradas. Cada uma delas é equipada com uma camada de papel toalha e um condensador. Mas, olha só, elas não precisam ser aquecidas pelo Sol, pois reaproveitam a energia que foi gerada naquela primeira fase, essa da imagem acima. Mas como o calor é mantido? Bom, o sistema fica revestido por um isolante térmico de aerogel, que nada mais é do que uma película similar à das lentes de contato.

O protótipo do sistema opera com dez placas assim. E a ideia é construir o sistema mais barato possível – até por isso o uso de papel toalha, um material completamente acessível, como absorvente.

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