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Semae receberá obra de R$ 12 milhões para melhorar água

Publicado em 16/11/2016 às 13:26:57

DANILO SANS

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O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) assinou nesta quinta-feira (10) a ordem de serviço para reforma e modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), no valor de R$ 12 milhões. A obra será realizada com recursos próprios e deverá melhorar a qualidade da água distribuída. O evento lembrou ainda os 50 anos da autarquia.

Conforme destaca o diretor-superintendente do Semae, Dirceu Lorena de Meira, a obra deverá ser dividida em três fases. A primeira, assinada ontem, consiste na construção de seis filtros e reforma de outros seis que já são utilizados. O serviço deve ser iniciado em 20 dias, com previsão de término em 20 meses.

Com a modernização, além da melhoria na qualidade da água, a estação também ficará pronta para uma futura ampliação da capacidade de tratamento (dos atuais 950 litros por segundos para 1.200 litros por segundo). Com a ampliação futura, o investimento total em melhorias na ETA Centro será de R$ 30 milhões. Ainda de acordo com Meira, a obra deverá acompanhar o crescimento de Mogi pelos próximos 40 anos.

A segunda etapa poderá ocorrer paralelamente à primeira, a depender da obtenção de recursos (R$ 7 milhões). O projeto prevê a construção de uma estação de tratamento de resíduos. “Toda água que utilizo para fazer a lavagem do sistema vai passar pela estação de resíduos para retirada do lodo e devolução para tratamento”, explica. Já a terceira fase, avaliada em R$ 12 milhões, abrange a construção de três conjuntos de floculadores – o que amplia a capacidade de tratamento da estação.

O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro civil Luiz Di Bernardo, mestre e doutor em hidráulica e saneamento, considerado uma das principais referências do assunto no Brasil, com pós-doutorado pela Iowa State University, nos Estados Unidos.

Participaram do evento o prefeito eleito e ex-diretor do Semae, Marcus Melo (PSDB), além de representantes da Câmara Municipal e da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), que tem trabalhado juntamente com o Semae a fim de agilizar a obtenção de licenças ambientais necessárias para obras da autarquia na Cidade.

Após apresentação feita por Dirceu mostrando a evolução do Semae nos últimos oito anos, Bertaiolli destacou que a autarquia “deixou de ser um problema para se tornar referência no tratamento de água e esgoto e no gerenciamento de serviços públicos”.

Alguns dos números apresentados mostram que entre 2009 e 2016 o Semae ampliou toda a estrutura. A autarquia tinha 28 veículos, agora são 100. Naquela época, quatro atendentes trabalhavam diretamente com o público, hoje são 12, e o número de ligações recebidas por dia aumentou de 80 para 400.

Balanço

Nos últimos oito anos, o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi conseguiu recuperar a capacidade de investimento com recursos próprios, conforme destacou ontem o prefeito eleito e ex-diretor da autarquia, Marcus Melo (PSDB), já indicando a necessidade de parcerias com a iniciativa privada para os próximos anos.

Tanto Melo quanto o atual prefeito, Marco Bertaiolli (PSD), afastam um fantasma que assombrou a Cidade há uma década: a privatização do Semae. “Em 2008, havia um grande questionamento sobre passar a administração do Semae para a Sabesp. Hoje, ninguém mais fala sobre isso, porque agora nós temos qualidade. Hoje, o Semae é um patrimônio moderno e rentável de Mogi”, ressalta Bertaiolli.

Apesar de ter ficado com as contas no azul, Melo diz que a capacidade de investimento do Semae, apesar de ativa, “ainda está muito aquém do necessário”. Com a dificuldade de recursos oriundos de outras esferas de governo, o caminho pode ser, segundo o prefeito eleito, parceiras público privadas. “Como diretor, entendo que o Semae tem condições de ser uma empresa municipal. Passar para a Sabesp não seria o caminho natural – se fosse, nós já teríamos feito essa proposta”, diz.

História

O sistema de abastecimento de água de Mogi foi criado em 1929, com captação na Serra do Itapeti. A água descia da serra até um reservatório, de onde era distribuída para o núcleo urbano da Cidade, na época com menos de 18 mil habitantes. Em 1950, um novo reservatório elevado foi construído, com capacidade para armazenar 600 mil litros de água.

O Semae nasceu em novembro de 1966 para cuidar do abastecimento de água e do tratamento de esgoto de Mogi. Atualmente, um dos principais desafios da autarquia é reduzir as perdas de água tratada na Cidade – que giram em torno de 50%.

Fonte: O Diário


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