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Sabesp apresenta estação de tratamento de esgoto e promete início de operações em 2017

A construção da estação de tratamento de esgoto de São Roque continua dentro do cronograma e deve iniciar suas operações no início de 2017. O Jornal da Economia já teve a oportunidade de visitar a estação no início do ano e pode ir novamente até a obra a convite da Sabesp, que é a encarregada pela implantação da estrutura e que convidou meios de comunicação e formadores de opinião da região para apresentar o complexo.

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A estação é uma promessa antiga que teve início na década de 90, com o primeiro contrato firmado com a empresa Araguaia. O contrato foi rescindido na época, deixando a obra parada até 2012, quando os trabalhos foram retomados sob novas diretrizes. Com um investimento na casa dos R$ 34 milhões, segundo a Sabesp o cronograma da obra segue dentro do prazo e deve ser entregue até o final de 2016, quando a estação entra em estágio de pré-funcionamento e será conduzido pela empresa responsável pela obra (o consórcio das construtoras Criciúma e Cappellano) em parceria com a Sabesp. Este estágio deve se estender até meados de 2017, quando a Sabesp assumirá o controle da estação.

Na época da primeira visita do jornal estava sendo iniciado o trabalho de montagem eletromecânica, trabalho que agora já está praticamente concluído e com a parte civil e estrutural já concluída, os trabalhos seguem o seu cronograma de conclusão da obra até o final de 2016 e o começo das operações entre o início e meados de 2017. A ETE será operada em um primeiro momento pela empresa responsável pela obra em parceria com a SABESP, que assumirá em definitivo a obra aproximadamente seis meses depois.

O tratamento do esgoto também acontecerá em etapas. “No primeiro momento de operação, temos a perspectiva de começar o tratamento de aproximadamente 70% do esgoto da cidade. A parte central da cidade já poderá ser trazida para cá, por exemplo. Existem alguns sistemas que estarão isolados em um primeiro momento, como o caso dos bairros Parque Aliança e Goiana, onde precisamos de uma estação elevatória para que o esgoto também chegue aqui, projeto que já está planejado para um segundo momento de obras”, afirmou José Cicero de Sá, Gerente do Setor de São Roque da Sabesp.

Embora seja a maior obra, a ETE no Guaçu não é o único empreendimento que envolve o tratamento de esgoto da cidade já que no mesmo bairro estão sendo construídos uma estação elevatória e coletora, que será responsável por levar os detritos até a estação onde serão devidamente tratados. Segundo a Sabesp já em seu estágio inicial de tratamento a estação consegue reduzir aproximadamente 60% da carga orgânica do esgoto, atingindo um grau de purificação da água de cerca de 95%, o que causará um impacto gigantesco na qualidade de vida da população que promete ter 100% do seu esgoto tratado no futuro.

“Esta é uma obra emblemática e que entrará para a história da nossa cidade. Afinal somos uma estância turística e todo turismo deve andar em paralelo com a qualidade de vida de sua população”

Além do impacto na saúde das pessoas, a estação de tratamento promete contribuir para a preservação da natureza são-roquense, a começar pela limpeza dos rios, que passam por um processo natural de purificação assim que o esgoto passa a não ser despejado diretamente nos córregos. De acordo com a empresa, a limpeza dos rios do município passará a ser perceptível alguns meses após a inauguração da ETE. “No futuro teremos peixes nadando nestes rios. Mas é importante que a população entenda que ela também deve contribuir para a limpeza dos córregos. Durante nossos trabalhos acabamos retirando muitos detritos dos rios, como pneus e até carcaça de geladeiras, o que também traz um impacto muito negativo ao meio ambiente. Estamos fazendo nosso trabalho e contamos também com a contribuição da população”, afirmou o Marco Sampaio, Coordenador de Empreendimentos da Sabesp.

Fonte: JE Online