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Reservatórios de água do DF chegam a níveis mais baixos da história

O do Descoberto, responsável pelo abastecimento de 60% da capital do país, chegou a 18,5%. O de Santa Maria, 30,1%

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Os dois principais reservatórios de água do Distrito Federal atingiram os níveis mais baixos da história nesta terça-feira (26/9). O do Descoberto, responsável pelo abastecimento de 60% da capital do país, chegou a 18,5%. O de Santa Maria, 30,1%. Para este mês, a previsão é que os índices fiquem em 14% e 26%, respectivamente. Se caírem mais do que isso, haverá ampliação do período de racionamento para mais de uma vez por semana.

Além de esperar a ajuda de São Pedro, Caesb e Adasa aguardam a entrada em funcionamento dos dois novos sistemas de abastecimento no mês que vem: Lago Paranoá e Bananal. O diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles, tem acompanhando os testes de captação no Subsistema Produtor do Lago Norte, que deve passar a reforçar o fornecimento de água a partir de 2 de outubro.

“Estamos satisfeitos de ver a obra avançar dentro do prazo. Graças à colaboração da população, que aderiu fortemente ao uso racional da água e está economizando, até agora conseguimos ficar acima das metas previstas para os reservatórios. Essa captação no Lago Paranoá nos ajudará a enfrentar a crise hídrica com mais tranquilidade”, afirmou Salles.

Os testes são promovidos pela empresa que toca as obras, a Enfil S/A Controle Ambiental. Eles consistem em verificação de vazamento, checagem de estrutura, desempenho dos equipamentos, entre outros.

Depois da entrega, serão três meses de operação assistida, ou seja, em parceria da Caesb com a Enfil. Após essa data, a Caesb assumirá o manejo.

Cerca de 80% da obra está concluída. O investimento ficou em R$ 42 milhões, 15% abaixo do inicialmente estimado – R$ 49.437.958. O Ministério da Integração Nacional liberou R$ 55 milhões para as obras – a diferença volta para a pasta federal.

Subsistema Lago Norte

Serão captados 700 litros de água por segundo no braço do Torto, no Lago Paranoá. A estrutura fica na ML 4, no Setor de Mansões do Lago Norte. Trata-se de uma estação compacta de tratamento de água com membranas de ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias.

Depois, a água vai para dois reservatórios: um no Lago Norte e outro no Paranoá. Os locais abastecidos serão Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá, parte de Sobradinho II e Taquari. O fornecimento para essas regiões é feito pelo Sistema Produtor Santa Maria-Torto.

Subsistema do Bananal

Com entrega também prevista para outubro, as obras do Subsistema Produtor do Bananal estão 67% executadas. A elevatória 1 e a captação estão prontas, e a elevatória 2, em processo de finalização. Todos os equipamentos e materiais já foram comprados e se encontram no canteiro da obra.

O Bananal significa um reforço de 726 litros por segundo para o Sistema Produtor Santa Maria-Torto. O investimento é de R$ 20 milhões, do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.

Cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com as intervenções, que incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento de Água de Brasília.

Fonte: Metrópoles.