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Representante da Agência Nacional de Águas avalia situação do Rio Acre

Entidade avalia alternativas para evitar desabastecimento em Rio Branco. Nível do Rio Acre chegou a 1,88 m

O superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA), Rodrigo Flesha, esteve em Rio Branco, nesta quinta-feira (7) para avaliar a situação do Rio Acre, cujo nível chegou a 1,88 m na capital. O representante da ANA visitou as estações de tratamento de água (ETA I, ETA II) para ver como funciona o processo de captação de água.

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O motivo da visita é garantir que a população acreana não fique sem água devido à seca do rio. O Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), traça alternativas para que o abastecimento não seja interrompido.

O governador do Acre, Tião Viana, assinou, no último dia 1°, o decreto de situação de alerta devido à seca do Rio Acre.
Segundo Flesha, é necessário avaliar a situação para garantir que a população não fique sem água. O governo do Acre juntamente com a ANA vai preparar um relatório técnico para falar sobre a situação em que as estações de água estão.

O documento vai conter as propostas para minimizar os danos causados pela seca em relação ao abastecimento de água. Nível baixo do Rio Acre revela acúmulo de lixo em Rio Branco . Além da seca, o manancial que abastece a maior parte da população do estado sofre com a poluição.

O catraieiro Mário Lúcio de Melo Sobrinho, transporta pessoas de uma margem para outra do rio há 25 anos, e diz que tem lixo e esgoto por toda parte.

“A gente tem que desviar da sujeira. Desce muita imundice nesse rio. Vemos muitas coisas assim jogadas aqui (no rio)”, diz. O catraieiro fala ainda que com o nível baixo do rio, o movimento de passageiros diminui. “As pessoas não querem passar pelo rio, porque fica muito longe da escadaria, aí acabam preferindo ir pela ponte mesmo”, relata.

O pescador Agimiro Oliveira de Carvalho diz que não é apenas lixo e sujeira que fica aparente no rio com o nível da água tão baixo. Além disso, Carvalho afirma que a atividade de pesca fica comprometida.

“Tem muito esgoto, muito mesmo. De mil a 2 mil metros, a gente encontra três ou quatro esgotos. Fora que está ruim de peixe, porque o rio está baixo e não deu peixe esse ano para abastecer tudo”, reclama.
A bióloga, Nadir Dantas, explica que a concentração de poluentes pode aumentar devido à quantidade do volume de água.

“Está diretamente relacionada, e, consequentemente, por estar mais seco nós podemos ver os resíduos sólidos que são jogados nos rios. Muitas vezes a gente vê até carro e sofá”, diz.

Nadir ressalta que é importante a colaboração de todos para preservar os recursos hídricos. “Nós todos dependemos da água e dos recursos hídricos. A sociedade precisa estar para tomar as decisões. Existem várias ações, como não jogar lixo nas ruas, que no final vai parar nos rios, economizar água e toda essa questão de consciência ambiental”, conclui.

Colaborou Leandro manhães, da Rede Amazônica Acre.

Fonte: G1 Globo