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Programa: Novo Rio Pinheiros

Publicado em 23/12/2019 às 09:56:54

O Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, realizou o debate sobre o tema: “NOVO RIO PINHEIROS”

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Gesner Oliveira (Prof da EAESP-FGV – Sócio da GO Associados) e Benedito Braga (Presidente da Sabesp).

O evento contou com a participação do Presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, Benedito Braga para apresentar o projeto de despoluição do Rio Pinheiros. O evento foi realizado, dia (16 de dezembro de 2019) no Salão Nobre da FGV – Fundação Getúlio Vargas, na capital paulista.

O programa Novo Rio Pinheiros tem o objetivo de revitalizar o Rio Pinheiros por meio da união dos órgãos públicos e da sociedade. A meta é reduzir o esgoto lançado em seus afluentes, melhorar a qualidade de suas águas e integrá-lo à cidade. Por ser um rio urbano, a água não será potável, nem terá possibilidade de natação. No entanto, espera-se a melhora do odor, abrigo de vida aquática e, com isto, trazer a população de volta às suas margens. Também será possível captar investimentos privados, como a concessão do transporte hidroviário para melhoria da malha de transporte urbano.

Entidades de coordenação do projeto 

O Novo Rio Pinheiros é uma ação realizada pela Sabesp, que atua sob coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e em parceria com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

CETESB:

  • Auditoria da qualidade da água (oxigênio dissolvido, pH, temperatura, condutividade, DBO, fósforo, turbidez, sólidos totais e suspenso).
  • Ampliação dos pontos de monitoramento no rio e nos principais afluentes.
  • Verificar os sedimentos (carbono orgânico total, nitrogênio amoniacal e fosforo total).

DAEE:

  • Emissão de outorgas para ampliação de sistemas de interceptores e emissários de esgotos para estações de tratamento.
  • Outorgas necessárias para interferências no curso do rio, como a implantação de pontos de atracagem para barcos e implantação de novos sistemas de telemetria e vazões afluentes.

EMAE:

  • Investimento de aproximadamente R$70 milhões, dos quais R$32 milhões para o desassoreamento e pouco mais de R$37 milhões no desaterro.
  • Revitalização da sede do projeto Pomar Urbano.
  • Retira de detritos (lixo) que chega ao rio.
  • Operação dos sistemas de controle de cheias do Pinheiros.
  • Estudo de viabilidade do uso do Pinheiros e das áreas no entorno do rio para lazer, transporte e atividades esportivas.
  • Parceria com a empresa Reservas Votorantim para o plantio de 30 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

Sabesp:

  • Investimento previsto de R$1,5 bilhão nesta etapa.
  • US$ 3 bilhões de investimentos em saneamento básico, por meio do Projeto Tietê, no Estado de São Paulo desde 1992
  • Construção de coletores e redes.
  • Conexão de imóveis às redes, evitando assim despejos de esgoto nos afluentes do Pinheiros.
  • Em locais de ocupação informal, onde não seja possível a implantação de redes, poderá ser feito o tratamento do esgoto nos próprios afluentes, em estações de tratamento de esgoto especiais.

Redução de carga poluidora

Benedito Braga comentou, que o Rio Pinheiros possui 25 quilômetros e é um afluente do Tietê, cujo projeto de despoluição e saneamento executado pela SABESP reduziu a mancha de sujeira em suas águas de 530 quilômetros, registrada em 1992, para 122 quilômetros atualmente. No mesmo período, a cidade de São Paulo também ampliou sua capacidade de coleta de esgoto incluindo cerca de 10 milhões de pessoas, que não possuíam ainda esse serviço.

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Rio Pinheiros em São Paulo-SP (Imagem: Piqsels)

O Programa Novo Pinheiros promove ações dentro do rio, por meio de desassoreamento em suas margens, com o plantio de espécies nativas e fora dele, onde ocorrem as obras para tratamento do esgoto.

Outro ponto salientado pelo presidente da Sabesp, foi sobre os contratos da companhia de saneamento para execução de obras de esgoto, onde as empresas serão contratadas por performance e ficarão responsáveis por todas as obras de ampliação e adequação do sistema de esgoto, com remuneração medida por resultados. Quanto mais limpa ficar a água, maior será a compensação. Para avaliar a performance serão consideradas metas como o total de novos imóveis conectados à rede. Todos os editais para contratação dos serviços já foram publicados.

Formalização de contrato 

O governo de São Paulo e a Sabesp assinaram no início de dezembro, os quatro primeiros contratos com as empresas que estão iniciando parte dos pacotes de obras do Novo Rio Pinheiros, programa que prevê intervenções de saneamento e socioambientais com o objetivo de devolver o Rio Pinheiros limpo à população até 2022. Os contratos totalizam U$ 550 milhões e preveem contrapartidas da Sabesp que somam US$ 300 milhões, elevando para US$ 850 milhões os investimentos que vão garantir mais qualidade de vida à população e ao meio ambiente. Somados, os investimentos chegam a R$ 2,568 bilhões em programas de infraestrutura e saneamento.

Os quatro primeiros lotes anunciados para obras de saneamento pela Sabesp dentro do programa Novo Rio Pinheiros vão ampliar a coleta e envio para tratamento do esgoto de 47 mil imóveis localizados nas sub-bacias dos córregos Corujas/Rebouças, Ponte Baixa/Socorro, Aterrado/Zavuvus e Pedreira/Olaria, beneficiando uma população de 770 mil pessoas em todo o entorno.


LEIA TAMBÉM: OBRA NO RIO PINHEIROS DEVERÁ COLETAR ESGOTO DE 47 MIL IMÓVEIS.


Maior volume de esgoto tratado

Os trabalhos vão elevar em 21% o volume de esgoto tratado na região, passando dos atuais 960 litros por segundo para 1.157 litros por segundo e reduzindo a carga orgânica que chega aos cursos d’água e alcança o Pinheiros. Somados, os contratos totalizam R$ 236 milhões.

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Fonte: Benedito Braga – Sabesp

Divididas em 14 lotes que somam R$ 1,5 bilhão em investimentos, as obras vão beneficiar cerca de 3,3 milhões de pessoas que moram em locais abrangidos pela bacia do Rio Pinheiros, uma área de 271 km² que inclui bairros nos municípios de São Paulo, Embu das Artes e Taboão da Serra.

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Fonte: Benedito Braga – Sabesp

Adoção de tecnologias alternativas

No processo para despoluição de 25 sub-bacias, serão adotadas tecnologias alternativas onde não for possível a expansão da rede esgoto convencional, por exemplo, quando não há espaço para instalar as tubulações ou nas ocupações irregulares em razão de impedimentos legais. Uma delas é tratar dentro do próprio córrego o esgoto de imóveis impossibilitados de conectar à rede.

“O foco é implementar solução que garanta condição aeróbia ao Rio Pinheiros, isso através da coleta, afastamento e tratamento dos esgotos das sub-bacias, com a continuidade do Projeto Tietê (obras estruturantes) e intensificação das ações operacionais (eliminação de lançamentos e aumento do índice de coleta). Em conjunto com as intervenções diretas em córregos, tratamento localizado por meio da estruturas não-convencionais (URQs) ”, explicou Braga.

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Fonte: Benedito Braga – Sabesp

“O Programa Novo Rio Pinheiros envolve gestão, tecnologia e comprometimento de toda a sociedade no descarte correto dos resíduos e conexão ao sistema de coleta de esgotos” encerrou Benedito Braga.

Referência: Governo do Estado de São Paulo e SABESP.

Gheorge Patrick Iwaki

Produtor de Conteúdo

Portal Tratamento de Água


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