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Missão Empresarial em Smart Cities – Brasil e Reino Unido

Encontro com 14 empresas britânicas interessadas no desenvolvimento de soluções urbanas

brasil-reino-unidoEmpresas brasileiras interessadas em desenvolver tecnologias em parcerias com empresas britânicas na área de cidades inteligentes (smart cities) foram o foco do networking e workshop realizado nos dias 23 e 25 de janeiro, em São Paulo/SP e Belo Horizonte /MG, respectivamente.

O workshop, no âmbito do edital de inovação Fundo Newton (www.newtonfund.ac.uk/) serviu como uma oportunidade de encontro com 14 empresas britânicas interessadas no desenvolvimento de soluções urbanas com impactos sociais e econômicos.

A iniciativa do Fundo Newton faz parte do edital de inovação entre o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e, firmado em novembro de 2016 e aberto até 3 de maio de 2017. Por meio desta colaboração, busca-se o estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e britânicas interessadas em desenvolver soluções tecnológicas em resposta aos desafios sociais, ambientais e econômicos das cidades brasileiras. As áreas selecionáveis da chamada são: Internet das coisas, big data, smart grids, tecnologias de transporte multimodal, tecnologias de gerenciamento de tráfego, soluções em energias limpas, infraestrutura de água e esgoto e infraestrutura verde-azul.

 

O Newton Fund (Fundo Newton) é parte de um investimento do governo do Reino Unido de £735 milhões até 2021, em 16 países parceiros, com o objetivo de construir parcerias em ciência e inovação para apoiar o desenvolvimento econômico, bem-estar social e crescimento sustentável de longo prazo. O Newton Fund é administrado pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido, e entregue por meio de colaboradores que incluem: Research Councils UK, UK Academies, the British Council, Innovate UK e o UK Met Office.

De acordo com a União Europeia, Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

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Embora seja um conceito recente, o conceito de Smart City ou Cidade Inteligente, já está estabelecido como assunto fundamental na discussão mundial sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é previsto a chegar em U$ 408 bilhões até 2020. As cidades de países emergentes estão investindo bilhões de dólares em serviços e produtos inteligentes para sustentar o crescimento econômicos e as demandas materiais da nova classe média. Simultaneamente, os países desenvolvidos devem aperfeiçoar a infraestrutura urbana atual para permanecer competitivos. Visando soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias com mais de 100 habitantes já contam ou estão efetuando iniciativas para se tornarem realmente Smart Cities.

Perfil das empresas britânicas que estiveram presentes no workshop:

  • Advizzo: startup de impacto social fundada em 2015 com o objetivo de otimizar a gestão de água e energia das empresas de serviços públicos através de um software, encaixando-se, portanto, nos setores de Soluções para Energia Limpa e Gestão de Água e Resíduos. Não possui filial no Brasil.

 

  • Bathwick Eletrical: pequena empresa de consultoria em engenharia elétrica fundada em 2007 especializada no desenho de máquinas elétricas e aparato eletromagnético. Estão interessados em desenvolver um gerador de energia eólica com parceiros brasileiros, encaixando-se no setor de inovação urbana. Não possuem filial no Brasil.

 

  • Digital Catapult: aceleradora de startups digitais e também consultora de grandes companhias que queiram tornar-se digitais. Tem como objetivo “Ajudar a aumentar o número de negócios digitais”. Fundada em 2013, tem sede em Londres.

 

  • Future Cities Catapult: média empresa que atua como uma aceleradora de startups de impacto. Fundada em 2013, com sede em Londres, capacita empresas inovadoras que buscam novas soluções para problemas urbanísticos. Não possui filial no Brasil.

 

  • Green Fuel Research: empresa de grande porte com sede em Berkeley, RU. Fundada em 2003, ela é especialista na construção e contratação de equipamentos para a produção de biodiesel, além de ser uma refinaria desse combustível. Encaixando-se no setor de soluções para energia limpa. Possuem um escritório no Rio de Janeiro/ RJ.

 

  • Gyana: startup fundada em 2014, com sede em Londres. Trabalham com pesquisa de mercado e usam de Inteligência Artificial; Big Data; Machine Learning; Sentiment Analysis; análise geoespacial entre outros para esboçar dados da interação de populações urbanas com as novas tecnologias para, então, prospectar cenários às empresas interessadas em informações relativas ao seu mercado. Não possui filial no Brasil.

 

  • Institute for Environmental Analytics: lançado em 2015 com um aporte inicial de 5,6 milhões de euros advindos do HEFCE Catalyst Fund, um fundo para inovação em educação na Inglaterra. O IEA trabalha com P&D aplicada e tem por objetivo desenvolver tecnologias, conhecimentos e habilidades que são urgentes para transformar a pesquisa de ponta sobre desafios ambientais em soluções comerciais relevantes que estejam ao alcance de setores chaves da sociedade.

 

  • Integrated Environmental Solutions: empresa de médio porte sediada em Glasgow, RU. Presta serviços de software, consultoria e educação em prédios verdes, e gestão sustentável. Através de um software de análise 3D, oferecem uma grande variedade de modelos de eficiência energética para prédios. Não possuem filial no Brasil.

 

  • IMGeospatial: startup fundada em 2015 com sede em Bucks, RU. Prestam análise automatizada com uma abordagem colaborativa e multidisciplinar que busca prover soluções para uma variedade de desafios enfrentados por muitos setores da indústria através do globo. Prestam uma série de serviços, tais como: criação de novos insights e inteligência de negócios; criação de rentabilidade sustentável; resolução de problemas praticamente em tempo real; aumento do planejamento e mitigação dos riscos; integração a plataformas geoespaciais existentes; facilitação mudanças positivas na sociedade.

 

  • Inavya Ventures: companhia privada de P&D que dá suporte à startups britânicas de base tecnológica em Machine Learning e Tecnologias Médicas. É sediada em Londres. Foi fundada em 2012.

 

  • Oxford Brookes University: nova universidade em Oxford, Inglaterra. Tem suas origens em 1865, quando a antiga Oxford School of Art foi estabelecida. Ganhou status de universidade em 1992.

 

  • Perpetual V2G Systems: startup fundada em 2013. Trabalha com tecnologia limpa, sistemas de redução de carbono, sistemas de armazenagem de energia solar, soluções para poder marítimo, apoio a veículos elétricos, projetos de sistemas isolados de geração de energia. Baseia-se em Wales, RU.

 

  • Red Ninja: companhia de design tecnológico de pequeno porte baseada em Liverpool, RU. Fundada em 2011 trabalham com Big Data, desenvolvimentos de apps, engenharia elétrica, ciência biomédica, tecnologia de sensores, Internet of Things (IoT), Smart Cities e machine learning. Desenvolvem desde jogos mobile e apps até pesquisas de ponta em saúde, transporte, vendas, educação, planejamento urbano e meio ambiente. Não possuem filial no Brasil.

 

  • SEaB Energy – pequena empresa baseada na University of Southampton Science Park, em Southampton, RU. Fundada em 2009, trabalha com energia verde, recursos renováveis e meio ambiente. Já produziram duas máquinas de “digestão anaeróbica”, que gera energia a partir de dejetos. Não possuem filial no Brasil.

 

Detalhes no edital em inglês: https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/587668/Brazil_2016_GfA_v14_Innovate_UK_2_.pdf

 

Em 2015, o Brasil exportou para o mercado britânico cerca de US$ 2,9 bilhões em produtos e importou US$ 2,8 bilhões, com superávit de US$ 106 milhões para o Brasil. Os principais produtos brasileiros exportados ao Reino Unido, foram ouro, minério de ferro, café, soja e carnes. O Brasil importou do Reino Unido, principalmente, medicamentos para medicina humana e veterinária, automóveis, inseticidas e compostos heterocíclicos. O Reino Unido foi o 15° principal mercado para as exportações e o 14° para as importações brasileiras nesse ano. A expectativa é aumentar o intercâmbio bilateral a partir do estreitamento das relações entre os dois países.

 

Gheorge Patrick Iwaki
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Responsável Técnico