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Mais de R$ 43 mi em saneamento são investidos em Laguna

O governador Raimundo Colombo e o presidente da Companhia Catarinense de Águas e Esgoto (Casan), Valter Gallina, inauguraram nessa terça-feira, 5, em Laguna, as obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário e a Estação de Tratamento Compacta, considerada a mais moderna de Santa Catarina.

Os investimentos de mais de R$ 43 milhões permitem a cobertura da coleta e tratamento do esgoto sanitário para 82% na área urbana do município. Foram implantados 55,1 quilômetros de rede de coleta, com nove bombas elevatórias. O ato foi realizado no Bairro Vila Vitória.

Mais de cinco mil domicílios estarão interligados ao novo sistema. Serão atendidas as localidades de Magalhães, Portinho, Alagamar, Progresso, Mar Grosso, Vila Vitória e Centro Histórico. Até então, somente parte do Mar Grosso contava com a coleta de esgoto e tratamento. A obra traz benefícios na qualidade de vida aos cerca de 50 mil moradores de Laguna. Os recursos são provenientes da própria Casan, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Estação de Tratamento Compacta de Esgoto de Laguna será capaz de tratar até 90 litros por segundo. O procedimento do tipo terciário é considerado o mais completo e adequado para depuração de efluentes domésticos. Ao mesmo tempo que possui alta eficiência, o tratamento adotado é o mais compacto entre os processos biológicos, em que bactérias se alimentam do esgoto e fazem sua depuração. É um processo de última geração, que remove matéria orgânica, nutrientes e organismos patogênicos, com eficiência superior a 90% na purificação dos efluentes domésticos.
“É um link direto de saúde pública com saneamento básico, o que faz dessa obra algo primordial. Laguna é o município catarinense com maior percentual de cobertura de esgoto. Antes tínhamos 40% de cobertura, hoje temos 82%”, salientou o presidente da Casan.

Conforme o presidente da Casan, a expectativa é que Santa Catarina esteja entre os quatro primeiros estados brasileiros no ranking de cobertura de esgotamento sanitário até 2018. Serão mais de R$ 1,4 bilhão em investimentos em 31 municípios. “A cada R$ 1 investido na área, R$ 5 são poupados em saúde pública’, destacou Gallina.

O sistema foi escolhido por permitir mais agilidade na construção da unidade de tratamento, menor custo de implantação e operação, baixo impacto em ambientes urbanos em relação à ruído e odor, além de reduzida geração de lodo (60% menos que as ações convencionais).

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Fonte: Engeplus.com.br