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Governador Lindenberg depende de poços artesianos para ter água

Rios que abastecem a cidade secaram.
Desde dezembro de 2015, o município passa por racionamento de água.

Com a crise hídrica que afeta todo o Espírito Santo, em Governador Lindenberg, no Noroeste do estado, moradores contam com a ajuda de propriedades particulares e de poços artesianos. O Rio Quinze de Novembro, que abastece a cidade, está totalmente seco.

O município passa por racionamento de água desde dezembro de 2015. Sem água do rio, a alternativa foi perfurar poços artesianos. Desde maio, três poços são responsáveis por levar água até a estação de tratamento.
No bairro Córrego Moacir já faz uma semana que não cai água das torneiras. Para abastecer a comunidade, era captada água do Rio Belo Horizonte. Mas desde o ano passado ele secou.

Segundo o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Geraldo Antônio Piona, além de buscar água em propriedades particulares, a agência estudou outras formas de abastecimento.

“A água que brota do poço do proprietário, a gente bombeia. E agora vamos encanar uma água de uma nascente na semana que vem, para ver se ajuda os moradores da parte mais alta”, afirmou.
Segundo a lavradora Helena Bandeira, quem ainda tem água, busca ajudar outros moradores. “As pessoas estão socorrendo a gente. Trazendo com caminhão e deixa pouco, porque temos que dividir com outras pessoas que estão em situação difícil”, disse.

A aposentada Ana Maria Gava conta que com a falta de água, a rotina teve que mudar para evitar ao máximo o desperdício.

“Adotou-se então a prática de utilizar o papel toalha para tirar a sujeira mais grossa dos utensílios domésticos e a utilização do copo descartável. Bem como produtos industrializados. Não dá mais para manter a rotina de alimentação como tínhamos antes”, explicou.

Acordo com agricultores

Segundo os moradores, o que teria agravado a situação dos rios foi que os produtores rurais desrespeitaram um acordo firmado no mês passado.

“Se hoje falta para a população, é porque está sendo utilizada na agricultura. Apesar da gente saber de toda dificuldade que o agricultor passa, porém primeiro é o consumo humano, depois a plantação”, disse a aposentada Ana Maria Gava.
Segundo o presidente do comitê, Celeste Martins Stoco, todos entraram em um acordo. “Uma vez que esse acordo for descumprido por parte das pessoas, deverão ser lacradas novamente as bombas desses usuários. Porque o acordo foi escrito e todos entraram em consenso”, afirmou.

A Agência Nacional de Recursos Hídricos disse que o Comitê de Bacia Hidrográfica ou a Saae, devem solicitar uma ação específica de fiscalização.

Fonte: G1