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Estados do Sul desperdiçam mil piscinas olímpicas de água potável por dia

Os três estados da região Sul perdem mais de mil piscinas olímpicas de água potável por dia. Essa informação faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento

 

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Imagem Ilustrativa

O presidente executivo do instituto, Édison Carlos, comenta que o levantamento é realizado há oito anos e monitora todas as regiões do país. Em entrevista à CBN Curitiba, ele aponta que os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul perdem cerca de 40% da água potável produzida nos sistemas de distribuição. Esse é o terceiro maior índice entre as regiões brasileiras. Carlos explica que os grandes responsáveis pelo desperdício são pequenos vazamentos nas tubulações que transportam a água.

Em nota, a Sanepar informou que as perdas no sistema de abastecimento de água são um grande desafio para as empresas de saneamento no Brasil e que a companhia tem um dos menores índices do país e continua a investir em ferramentas operacionais de redução e controle.


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Redução de perdas

De acordo com a Sanepar, a complexidade do sistema de abastecimento requer ajustes operacionais cada vez mais finos para a redução de perdas e a Sanepar opera 168 estações de tratamento de água e 1.154 poços. O sistema de distribuição é formado por 57,5 mil quilômetros de tubulação que atende a 3,27 milhões de ligações e que, por isso, a rede de distribuição que atravessa as cidades sofre muitos impactos de obras de toda natureza, desde infraestrutura a grandes construções, e até mesmo reformas em calçamentos de residências ou condomínios.

A nota informa ainda que a Sanepar atua constantemente para reduzir o Índice de Perdas por Ligação de Água (IPL), que em 2019 era de 229 litros por ligação por dia e que em 2020, o indicador foi reduzido para 220 litros por ligação por dia.

Segundo a companhia, na análise do indicador estão incluídos os volumes de água utilizados na limpeza e manutenção do sistema (por exemplo, na descarga de redes para reparos e desinfecção, limpeza de reservatórios), além da água disponível para o combate a incêndios pelas unidades do Corpo de Bombeiros em todo o Estado. Outro dado que entra no índice é a água consumida, mas que não é faturada, em fraudes e ligações clandestinas, que estão sendo combatidas pela Sanepar, além do desgaste de hidrômetros que fazem a leitura do consumo. Esses fatores juntos, representam, segundo a Sanepar, até 30% do índice de perdas.

Fonte: CBN Curitiba.


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