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Empresa a operar dessalinização será estrangeira

Edital de operação e construção da usina para tirar o sal da água do mar será lançado no próximo ano

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A empresa ou consórcio a construir e operar a usina de dessalinização na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) será estrangeira. Na avaliação de Neuri Freitas, presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), as companhias que conseguem planejar, construir e operar esse tipo de sistema estão “lá fora”. “Para a necessidade que a gente tem, temos que ir para uma situação já consolidada”, afirma.

Isso diminui as chances do projeto da Universidade Federal do Ceará (UFC) ganhar o processo licitatório para operar a usina de dessalinização. A expectativa é que o empreendimento fique pronto em 2020 e reforce o abastecimento hídrico da RMF.

Hoje, o projeto de dessalinização está em fase de estudo. As empresas espanholas GS Inima e Acciona são responsáveis por entregar em 150 dias o melhor desenho de sistema e de tipo de concessão que caberá para a usina. Após os resultados, a Cagece lançará outro edital para escolher empresa a construir e operar o empreendimento.

“Várias empresas que procuraram a Cagece optaram por não participar do primeiro momento, que é o estudo, mas garantem que quando lançarmos a licitação elas irão disputar, concorrer”, afirma Neuri. Dentre as companhias, ele lista as nacionalidades, sem revelar nomes: “De Israel, recebi duas empresas. Teve da Alemanha, duas da Itália, empresas da Coreia e da Espanha” .

Obras

Para janeiro de 2018, Neuri diz que a Cagece está trabalhando na nova rede de esgotamento para o entorno do Shopping Iguatemi, na margem direita do Cocó, que vai até o bairro Cambeba. A obra está orçada em R$ 112 milhões, com recurso captado no FGTS, e contrapartida de 40% da Cagece. Também para o ano que vem, a Companhia quer finalizar o reservatório de Taquarão, em Caucaia, que poderá dar segurança hídrica para Oeste e Norte de RMF. A obra custa R$ 148 milhões.

Ainda está prevista para 2018 uma nova adutora vindo do Ancuri, que é da Estação de Tratamento de Água Gavião, de onde saem 90% da água que abastece Fortaleza. “Estamos construindo uma segunda adutora como reserva para evitar qualquer dificuldade na adutora existente e gerar desigualdade”, afirma. O prazo para conclusão da adutora é no segundo semestre. A obra custa R$ 148 milhões.

A Cagece ainda busca captar recursos do Banco do Nordeste (BNB) da ordem de R$ 230 milhões para realizar melhorias no sistema de abastecimento de água de Fortaleza e Maracanaú. No Ministério das Cidades, o pleito é de R$ 330 milhões para a Capital e Itapipoca.

Beatriz Cavalcante.

Fonte: O Povo.

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