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Cantareira está em nível de atenção

Falta de chuvas nos últimos meses em São Paulo deixa o sistema com volume útil de 47,3%

 

cantareira

 

A falta de chuvas mantém o Sistema Cantareira em nível de atenção neste mês de setembro para o abastecimento de água em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Ontem, o sistema apresentava volume útil de 47,3% do total, estabelecendo estado de atenção, que é emitido quando o armazenamento fica entre 60% e 40% de sua capacidade.

Os dados divulgados ontem pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio- PCJ) revelaram que o volume útil armazenado no Sistema Cantareira estava em aproximadamente 464 milhões de metros cúbicos — são 975 milhões de metros cúbicos em sua totalidade. O dado considerou o volume dos reservatórios Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro.

Vale destacar que o volume do Cantareira apresentou queda de 0,2% por dia e que o sistema perdeu 1% da sua capacidade máxima nos últimos sete dias. A região das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí abrange áreas de 76 municípios, incluindo a Capital, que recebe 46% do total de água distribuída pelos reservatórios.

Estiagem

O período de estiagem ainda é longo, pois chuvas mais fortes devem ocorrer apenas a partir de novembro e não há previsão de precipitações na região de Campinas pelo menos até o dia 24 de setembro. Ou seja, a seca deve se prolongar pelo menos nos próximos 20 dias. A situação poderá ter um pouco de respiro no final do mês, mas ainda não deverá ajudar muito no volume de água nos reservatórios.


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Segundo os técnicos do Consórcio PCJ, a situação não coloca em risco ainda o abastecimento da região de Campinas e da Grande São Paulo. Os reservatórios continuam liberando água nos níveis necessários para a região.

Campinas está autorizada a retirar até 4,1 m3/s do Rio Atibaia para abastecer a cidade. Nesse período de estiagem, as Bacias PCJ têm garantia de liberação de 10m3/s dos reservatórios. Caso ocorra uma seca extrema, como a de 2014/2015, e o volume útil das barragens fique abaixo de 20%, a vazão mínima a ser liberada para as Bacias PCJ será de 10 m3/s no posto de controle de Valinhos, e de 2m3/s, no posto de controle de Buenópolis.

Reivindicação

O Consórcio PCJ reivindica na redação definitiva do Plano de Bacias – que norteia o planejamento hídrico das Bacias PCJ para atender metas a serem atingidas até 2035 – a ampliação em 8% na vazão liberada pelo Sistema Cantareira para as cidades da RMC.

Segundo o órgão, se não houver a vazão adicional, há o sério risco de colapso hídrico. As Bacias PCJ estão atualmente a 3 m³/s do consumo total de sua disponibilidade e o volume de água para a região precisa ser ampliado.

No relatório que vai ser apresentado aos comitês estadual e nacional de Recursos Hídricos — e posteriormente transformado em lei -, o PCJ estima um plano de ações que vão exigir investimentos de R$ 8 bilhões ao longo dos próximos 15 anos.

Estes recursos, segundo o órgão, poderão garantir o combate às perdas hídricas, a ampliação do tratamento de efluentes, aumento da disponibilidade hídrica e reenquadramento da qualidade dos rios da região.

Fonte: Correio RAC.


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