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Sistemas de captação de água in situ sobre o crescimento e rendimento do Sorgo Forrageiro

Resumo: O sorgo apresenta vantagens na confecção de forragem conservada principalmente nas regiões de climas semiáridos, devido à maior resistência a veranicos. É importante ressaltar, também, o menor custo de produção, pois ha realização de mais de um corte a partir de uma única semeadura. O objetivo foi avaliar o crescimento e produção de Sorghum bicolor utilizando as técnicas de captação de água de chuvas in situ. Os resultados demonstram que as alturas das plantas apresentaram um crescimento linear ao longo do tempo para todos os tratamentos. Maiores valores de altura foram verificados quando as plantas de sorgo atingiram 75 dias após a semeadura, com valores que chegaram a atingir 2,1 m de altura. Com relação a massa seca, os maiores valores foram obtidos para o tratamento de plantio em sulco a partir dos 45 dias após a emergência. Conclui-se que houve a máxima altura e massa seca total do sorgo no sistema de plantio em sulco e linha, o que possibilitará em maior rendimento.

Introdução: O Sorgo (Sorghum bicolor L. Moench) pertence à família Poaceae, é importante componente da alimentação animal nos Estados Unidos, Austrália e América do Sul, e tem se mostrado como boa opção em substituição ao milho, principalmente nas regiões de climas semiáridos, onde esta forragem tem sido mais explorada, devido à maior resistência a veranicos e à maior produção por área (ANDRADE et al., 2011). É uma planta de origem tropical do tipo C4, que se adapta a variadas condições de fertilidade do solo, e é mais tolerante que o milho a altas temperaturas e déficit hídrico, razão por que é cultivada em uma ampla faixa de latitudes, mesmo onde outros cereais têm produção antieconômica (MAGALHÃES et al., 2007; RIBAS, 2007). Este cereal está entre os dez mais cultivados no mundo, além de utilizado na alimentação animal, vem sendo empregado como matéria prima para a produção de álcool anidro, bebidas alcoólicas, tintas e vassouras (SILVA e ALMEIDA, 2004). De acordo com Silva et al. (1993), em função da grande variação das chuvas registradas nas unidades geoambientais, identificadas na região semiárida do Nordeste brasileiro, é de fundamental importância o preparo do solo com técnicas de captação de água de chuva in situ, visando assegurar os cultivos implantados em regime de sequeiro, principalmente para amenizar os efeitos do déficit hídrico ocorrido em anos de pouca precipitação pluviométrica. As técnicas consistem basicamente na modifica- ção da superfície do solo de modo que formem um plano inclinado entre dois sulcos sucessivos, chamados camalhões, que funcionam como área de captação da água de chuva (EINGG e HAWER, 1959). Estes sulcos são construídos seguindo as curvas de nível e fechados ao final para induzir uma maior captação e permitir uma maior infiltração da água no solo (STERN, 1979). A adubação orgânica tem viabilizado a exploração sustentável de muitos solos arenosos, pobres em nutrientes e matéria orgânica, com baixos teores de nitrogênio e baixa capacidade de troca de cátions (FARIAet al., 2007). Para as condições edafoclimáticas do Nordeste brasileiro, devem ser utilizadas espécies adaptadas para sobreviver nos períodos de menor precipitação, mas que apresente potencial para proteger e restabelecer as características físicas, químicas e biológicas do solo (NASCIMENTO et al., 2005). Trabalhos de pesquisa, avaliando o desempenho forrageiro na inserção de tecnologias apropriadas e de fácil utilização pelo pequeno produtor, são preponderantes ao sucesso da exploração agrícola. Considerando a importância da produção de forragens alternativas para a alimentação de ruminantes no Semiárido, o sorgo poderá resultar em melhor rendimento na produção de biomassa vegetal, principalmente se comparada à cultura do milho. Nesta pesquisa, os estudos foram voltados para a avaliação do crescimento e rendimento da cultura do Sorghum bicolor, testando-se técnicas de cultivo com maior eficiência de captação de água de chuvas in situ.

Autores: Erllens Éder-Silva; Rhamon Costa e Silva; Dyalla Ribeiro de Araujo; Priscila Izidro de Figueiredo e Fabrina de Sousa Lima.

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