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Revisão teórica acerca do uso, reuso e tratamento de água em indústrias de alimentos

Resumo

O objetivo basilar deste trabalho é explorar o referencial teórico a respeito do uso, reuso e tratamento dos recursos hídricos em indústrias do ramo alimentício, desde o ano de 2008 a 2018 de artigos científicos, obtidos por meio das bases de dados indexadas Scopus e Web of Science, e em teses e dissertações brasileiras. Para a análise de conteúdo utilizou-se o software Iramuteq como procedimento metodológico, com a finalidade de analisar o corpus textual formado pelos resumos dos trabalhos científicos. Como resultado o conteúdo foi separado em dois blocos lexicais: a) “gerenciamento hídrico”, explicado pelas classes “indicadores de consumo de água”, “uso racional da água” e “gerenciamento ambiental”; e b) “gerenciamento de águas residuais”, explicado pelo “tratamento de efluentes” e pela “medição e monitoramento”. Evidenciou-se também quatro oportunidades de pesquisa emergentes sobre o tema: “preservação dos recursos hídricos”; “reuso de água”; “novos padrões produtivos” e de “estudos empíricos”.

Introdução

Um dos problemas relacionados à contaminação dos mananciais hídricos são os lançamentos dos efluentes industriais, que incorporam à água substâncias tóxicas que podem resultar em efeitos adversos ao ecossistema. A atuação da produção de alimentos, a quantidade de indústrias alimentícias e o gerenciamento inadequado dos resíduos, bem como a precária fiscalização, contribuem para o problema da contaminação. Consequentemente, o volume de efluente gerado é elevado e é preciso compreender teórica e empiricamente como ocorre o uso, reuso e tratamento de água.

A redução, reutilização e reciclagem deveriam ser aplicados às indústrias para minimizar o consumo de recursos naturais e o impacto ambiental em países do BRICS por meio do conceito de economia circular. Isso requer um esforço sistemático em diferentes níveis (WU; GENG; LIU, 2017).

Uma estratégia adotada em vários países é a economia circular que tem a ambição de reformar o sistema econômico linear de extrair, produzir e descartar para uma abordagem regenerativa e restaurativa (STAHEL, 2017). Na economia circular, a recuperação de materiais e produtos não é tratada só no fim de vida útil, mas é contemplada desde o design. As empresas desenvolvem competências centrais em produtos e serviços circulares para facilitar a eliminação, minimização, reutilização, a reciclagem e/ou aproveitamento dos recursos ao máximo (EMF, 2012).

Autores: Tatiane Valeria Rodrigues; Victor Fukumoto; Alexandre de Meira Vasconcelos; Denize Minatti e Hans Michael van Bellen.

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