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A experiência da implantação de reservatórios metálicos parafusados na un Sul/Sabesp

Resumo

Entre os anos de 2014 e 2016 a Unidade de Negócio Sul da Sabesp implantou 7 novos reservatórios de aço parafusados. Diversas questões técnicas executivas foram aprendidas durante a realização das obras e que poderão contribuir para o aprimoramento de trabalhos futuros. As diferentes formas de aquisição do tanque – diretamente pela Sabesp ou como fornecimento dentro do contrato de implantação – permitiram conclusões sobre os benefícios e dificuldades inerentes a cada formato. Um dos aspectos mais importantes refere-se ao resultado final da obra, ou seja, eventuais problemas estruturais ou de estanqueidade podem gerar conflito quanto à efetiva responsabilidade de um ou outro fornecedor, daí se percebe que a contratação conjunta minimiza a possibilidade de conflito. Outro ponto relevante a ser administrado é a interface entre as fases de obras civis e montagens mecânicas do tanque. Dentro desse enfoque segue-se uma breve comparação entre as formas de execução com a utilização do formato “short-start/embebed” – embutida na concretagem da laje – ou com utilização de canaleta “slotmontage”. As observações pontuadas acima levam a algumas conclusões para reflexão, das quais se destacam as seguintes:

A contratação conjunta das obras civis e montagem do tanque sob o escopo de um mesmo contrato traz maior sinergia entre essas etapas durante a execução da obra.
Quando houver a opção pela aquisição do tanque separada do contrato da obra civil, a opção pela montagem em canaleta é interessante por tornar quase totalmente independentes as fases de obra civil e de montagem mecânica.

Introdução

A crescente necessidade de otimização das obras, seja decorrente de restrições orçamentárias ou ainda do prazo curto para sua execução, parece ter encontrado uma solução no que diz respeito à implantação ou ampliação de centros de reservação de água para abastecimento público.

Os reservatórios de aço evoluíram da solução das chapas soldadas em campo para a montagem parafusada. Dessa forma todo o processo de manufatura (cortes, furações, calandra, revestimentos interno e externo) se dá em ambiente controlado, no interior de uma fábrica (vide fotos 1 a 6, abaixo), sob rigoroso controle de qualidade do processo, sendo feita no campo apenas a atividade de montagem.

O fato de o reservatório já vir pronto da fábrica leva a uma menor mobilização de mão-de-obra no canteiro, menor prazo de execução da obra, menor necessidade de espaço no canteiro de obra, diminuição do consumo de recursos naturais e menor geração de resíduos de obra.

Talvez a velocidade de instalação seja um dos grandes pontos positivos desse sistema. Esse tipo de construção leva de 45 a 60 dias para ficar pronta e, se fossem de aço soldado, o tempo seria maior, tanto por causa do revestimento, que precisa ser feito no campo, como em função da soldagem, que demanda a mão-de-obra especializada de soldadores, além de testes de raio X, ultrassom ou liquido penetrante, etc.. Além disso, em períodos de chuva, a utilização da solda é dificultada.

Já no caso do concreto, a construção não levaria menos do que 180 dias.

(…)

Autores: Levi Bacarin;  João Guilherme Geller;  Felipe Magno da Silva;  Armando Gomes Ferreira Junior e  Agostinho de Jesus G. Geraldes.