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A pressão osmótica no processo de dessalinização da água

Resumo

O desafio representado pela crise hídrica, vivenciado em diferentes cidades brasileiras devido à elevada demanda de água potável, deu origem à seguinte questão: quais alternativas sustentáveis podem ser encontradas para a produção de água adequada ao consumo humano? Quando relacionamos os problemas nacionais e regionais com o conteúdo de propriedades coligativas abordado na disciplina Físico-Química II do Curso de Licenciatura em Química do Ifes campus Vila Velha, abordamos a dessalinização da água por osmose reversa, discutindo a definição de pressão osmótica, as membranas inicialmente utilizadas e as propriedades coligativas envolvidas neste processo. Consideramos que, no meio da crise da água, o processo de dessalinização é de suma importância, pois pode ser considerado uma fonte alternativa sustentável para obter água tratada e potável, principalmente, em locais onde a seca é crítica.

Considerações Iniciais

Nosso planeta é conhecido por sua imensa biodiversidade e pela grande quantidade de água disponível, sendo que 97,5% encontram-se nos oceanos e mares, restando 2,5% de água doce para o consumo humano. Não obstante a pequena porcentagem de água doce disponível para captação, sua distribuição não é homogênea. Como nos chama a atenção Marengo (2008), fundamentado em dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), ao assinalar que 1,8 bilhão de pessoas poderão encontrar dificuldades para ter acesso à água potável no ano de 2025, pois as mudanças climáticas, associadas ao crescimento das populações urbanas e à indevida utilização dos recursos naturais (tanto pelas empresas como pela população), concorrem para a redução da oferta de água. Apesar de 12% dos recursos hídricos mundiais estarem em terras brasileiras, no ano de 2015 o país atravessou uma crise de água em diferentes regiões. De acordo com Prazeres (2015), 16,8% dos municípios brasileiros decretaram situação de emergência e/ou calamidade pública, estando à maioria localizada na região nordeste (90%), seguida da região sudeste.

 

O desafio erigido pela crescente crise hídrica vivenciada em diferentes cidades brasileiras, por conseguinte, pela elevada demanda de água potável, suscita a inevitável questão: quais alternativas sustentáveis podem ser encontradas para a produção de água adequada ao consumo humano? Tal questionamento também foi tema da palestra proferida pelo Prof. Dr. Kepler Borges França, da Universidade Federal de Campina Grande (UFPB), no Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, em 14/05/2015. Na ocasião, discutiu-se acerca da adoção de alternativas sustentáveis em relação à crise hídrica que atingiu grande parte dos agricultores capixabas naquele ano e o processo de dessalinização da água foi apontado como uma das possibilidades viáveis.

 

Os alunos, ao participarem da referida palestra, observaram que as problemáticas nacional e estadual podiam ser interligadas ao conteúdo de “Propriedades coligativas” apresentado na disciplina Físico-Química II, ofertada nos Cursos de Licenciatura em Química e Bacharelado em Química Industrial do Ifes campus Vila Velha, e, após essa constatação, foi elaborada uma revisão bibliográfica a respeito do processo de dessalinização da água. Deste modo, a dessalinização da água foi abordada por meio de osmose reversa, discorrendo sobre a definição de pressão osmótica, as membranas inicialmente utilizadas e as propriedades coligativas envolvidas no processo, tendo como objetivo não só o aprendizado em nível do formalismo matemático, como também compreender que este tema pode ser aplicado nas mais diversas áreas, expostas por meio de diferentes referenciais bibliográficos, levantados na literatura ao longo da pesquisa.

Autores: Gustavo TononArlan da Silva Gonçalves; Fernanda Zanetti Becalli; Cleverton Oliveira Cavalcanti da Silveira; Barbara Doroti da Silva; Bárbara Lyra Firme; Isabela Moreira Soares Diogenis; Jorge Welton de Souza Pina; Larissa Silva de Souza; Samira Gomes Brandão; Sthefany dos Santos Sena e Tatielle Rocha de Jesus.

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