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Perda de água por meio de patologias na estação de tratamento de água da cidade de Goianésia/GO

Resumo

A perda de água é um desafio encontrado na atualidade pelas empresas gestoras, que podem afetar a disponibilidade desse recurso e ao meio ambiente. Este presente trabalho trata a respeito da análise de perda de água por meio de manifestações patológicas na estação de tratamento de água da cidade de Goianésia-GO. Para a contextualização da pesquisa foi estudado sobre o sistema de abastecimento de água no estado de Goiás, no Brasil e no mundo, para entender o que é, e como funciona uma Estação de Tratamento de Água. Para a coleta de dados quantitativos e qualitativos foi necessário realizar visitas in loco a Estação de Tratamento de água (ETA). Foi verificado nas visitas, os tipos de patologias presentes que causam as perdas, podendo ser visualizadas por meio das fotografias. Para a análise quantitativa, das perdas de água, foi verificado as vazões de entrada e saída para o abastecimento, e por meio do cálculo da diferença, foi possível encontrar as perdas. A perda de água para os meses de março, abril, maio e junho, foram respectivamente 7,11 L/s, 3,33 L/s, 3,35 L/s e 10,30 L/s. A importância de expor esses dados se faz necessária para chamar atenção da sociedade das possíveis perdas e respectivas consequências na falta desse bem comum, sendo um recurso indispensável à vida. Não importa quem seja, o que faça ou onde vivem, todos dependem da água para viver.

Introdução

A água tem um alto valor econômico e é essencial para vida de todos os seres vivos. Apesar de ser um recurso limitado, o Brasil destaca-se por ser um país em que há muita disponibilidade desse recurso natural. A cada dia que passa, o desafio para abastecer a população aumenta, isso é devido à má distribuição, à elevada demanda populacional e à poluição que atinge diretamente a qualidade da água (MACHADO, 2019).

Para o desenvolvimento das atividades humanas, a quantidade de água necessária para abastecimento vem aumentando significativamente no Brasil. Já a quantidade de água potável não aumentou (LEONETI et al., 2011). Sendo que a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas é um fator de saúde pública, pois a insuficiência ou a qualidade imprópria da água para consumo humano poderá ser causadora de doenças (LISBOA et al., 2013).

Para o tratamento e distribuição da água potável para os cidadãos, são construídas infraestruturas destinadas a conduzirem a água desde a captação até o usuário final. Para chegar às residências, a água passa por várias fases, primeiramente ela é captada em rios ou barragens, e antes de chegar à estação de tratamento, ela passa pelo processo de gradeamento para retirada de itens maiores que possam prejudicar o processo, realizando uma pré-limpeza. Ao chegar à estação de tratamento, a água passa por processos para torná-la potável para assim ser distribuída através de redes e adutoras (JARDIM, 2016).

Na maioria das cidades, tem-se o lugar destinado ao tratamento de água imprópria para o consumo humano (água bruta), onde existem aparelhos e equipamentos necessários nesse processo para torná-la água potável: são as ETA’s (Estação de Tratamento de Água). Para esse procedimento utilizam-se diversos métodos, entre eles o tratamento de natureza física dividido em sedimentação, decantação, filtração e flotação (HEDLUND, 2016).

A grande maioria das unidades das estações de tratamento são construídas de concreto e devido a esses tanques reservarem água em constante movimento, expostos a oscilação de temperatura e em contato com substâncias como o cloro que acelera a corrosão, podem resultar em danos ao concreto. Muitas estruturas por não receberem manutenções frequentes são encontradas em estados precários, por esse motivo são desenvolvidas diversas patologias (DINIZ et al., 2015).

No processo de tratamento da água existe uma perda significativa de produção, isso devido às antigas infraestruturas. Por assim serem, o processo de danificação acelera, aumentando os índices de perda e causando consequências às empresas de saneamento. Diante desse cenário devem haver mudanças para melhorar os resultados e aumentar a eficiência nos sistemas operacionais reduzindo as perdas (MORAIS et al., 2010).

Muitas das regiões possuem conjuntos de abastecimento com materiais com pouca qualidade onde não há um planejamento adequado (MELATO, 2010). Com a alta demanda e a ineficiência do uso desse recurso hídrico percebe-se que existe um mau aproveitamento da água e consequentemente há o desperdício, em 2008 a média nacional no índice de perdas foi de 48,4% o que representa uma elevada perda financeira e impactos negativos para o meio ambiente (PIECHNICKI et al., 2011).

Ao longo dos anos, as perdas de água tornaram-se destaque em debate no meio técnico devido aos elevados índices encontrados nos órgãos gestores de água. Deve haver uma preocupação para implementar medidas de prevenção e aumentar a frequência de manutenção nos locais de distribuição (MOTTA, 2010).

Com o passar do tempo a conscientização social para diminuir o desperdício desse recurso natural aumentou e isso impulsionou gestores a dar uma relevância maior para esse assunto, pois esse desperdício afeta diretamente o meio ambiente e prejudica também o abastecimento, diminuindo a vazão nas redes e gerando insatisfação aos clientes (SOBRINHO e BORJA, 2016). Por esses fatores percebe-se a importância de um estudo para analisar a situação e as condições estruturais para diminuir as altas taxas de perdas de água.

Em grande parte das obras civis as patologias nas edificações são um dos principais problemas que comprometem a vida útil da construção. Existem várias formas desses danos se manifestarem como trincas, fissuras, rachaduras, entre outras. É necessário localizar essas manifestações patológicas e buscar recuperá-las para que as estruturas tenham mais durabilidade (ARIVABENE, 2015).

Diante desses fatos, a proposta deste trabalho é localizar, quantificar e identificar as razões do surgimento das patologias do sistema de tratamento de água, avaliando as manifestações patológicas que resultam em perdas de água, por meio de análise fotográfica e visual e analisar a vida útil avançada dessas infraestruturas, buscando formas de minimizar e combater essas perdas de água.

Autoras: Karoliny de Castro Avelar e Maisa Melo Saturnino.


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