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Monitoramento de qualidade de água: suporte para gestão ambiental na microbacia do córrego da olaria

Introdução: O monitoramento é um dos instrumentos de gestão estabelecidos na Política Nacional de Recursos Hídricos, com vistas ao enquadramento dos corpos d’água em classes, segundo os usos preponderantes da água. Para este enquadramento, são estabelecidos padrões de qualidade (BRASIL, 2005). Segundo Magalhães Jr. (2000), o monitoramento deve ser visto como um processo essencial à implementação dos instrumentos de gestão das águas, pois permite a obtenção de informações estratégicas, acompanhamento das medidas efetivadas, atualização dos bancos de dados e o direcionamento das decisões. De acordo com Belitz et al. (2004), monitorar a qualidade das águas brasileiras oferece a base necessária ao gerenciamento do referido recurso, auxiliando na tomada de decisão e analisando a eficácia das decisões tomadas, com foco na manutenção, remedição, proteção e manutenção dos recursos hídricos. De acordo com Reis (2009), a cada dia se torna mais evidente a relação entre as alterações nas bacias hidrográficas ocasionadas pelo desenvolvimento de atividades antrópicas em seu entorno. A existência destas alterações leva a necessidade de se criar uma gestão integrada dos recursos hídricos. A bacia hidrográfica é definida como uma área de captação natural da água da precipitação que faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída, seu exutório. É composta basicamente de um conjunto de superfícies vertentes e de uma rede de drenagem formada por cursos d’água que confluem até resultar um leito único no exutório (SILVEIRA, 2001). Nas subdivisões da bacia hidrográfica aparece na literatura o termo microbacia. Uma variedade de conceitos é aplicada na definição de microbacias, podendo ser adotados critérios como unidades de medida, hidrológicos e ecológicos (LEONARDO, 2003).
A caracterização da qualidade da água é um elemento essencial para a gestão dos recursos hídricos (ANA, 2005). A qualidade da água pode ser avaliada por meio de parâmetros físicos e químicos como pH, oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade elétrica entre outros. De acordo com Donadio et al. (2005), o uso de indicadores físico-químicos da qualidade da água consiste no emprego de variáveis que se correlacionam com as alterações ocorridas na microbacia, sejam essas de origem antrópica ou natural. Segundo Lopes (2011), a qualidade do recurso hídrico está intensamente ligada ao uso do solo praticado nas vertentes das bacias. A quantificação da qualidade hídrica serve de base para o projeto de planejamento do uso do solo e da aplicação de práticas conservacionistas. A análise da qualidade do recurso hídrico pode detectar ou não a influência dos diferentes usos do solo. Os corpos de água têm capacidade de assimilar poluentes e autodepurar-se, mas essa capacidade é limitada. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), através da Resolução 357/2005, estabelece uma classificação para os corpos de água e oferece diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como descreve as condições e padrões de lançamento de efluentes, além de outras providências relacionadas ao assunto (BRASIL, 2005). Nesse contexto, os objetivos deste capítulo foram avaliar os parâmetros físicos químicos e biológicos de qualidade de água dos corpos hídricos da Microbacia Hidrográfica do Córrego da Olaria, quanto à classificação do Índice da Qualidade da Água – IQA e seu respectivo enquadramento de acordo com a Resolução CONAMA 357/2005.

Autores: Antonio Lucio Mello Martins; Maria Conceição Lopes e Mariana Bárbara Lopes Simedo.

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