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Análise dos efeitos tóxicos relacionados aos resíduos farmacológicos na água tratada

Resumo

Atualmente é notável a presença crescente de metabólitos medicamentosos e até mesmo de fármacos em sua forma inalterada na água tratada. Parte deste problema se dá com relação ao sistema de saneamento básico, que não acompanhou as exigências do avanço do setor farmacêutico e o crescente uso de drogas pela população. À longo prazo, podem ocorrer complicações, variando desde resistência de microorganismos até desregulação hormonal e afecção da fauna e flora em decorrência da dispersão destes resíduos no meio hídrico. Portanto é necessária uma revisão detalhada sobre possíveis efeitos tóxicos que podem trazer à sociedade, além de propostas, dispondo novas possibilidades para alterar tal situação.

Introdução

Independente da via de administração, a ação do fármaco em um organismo envolve processos farmacodinâmicos e farmacocinéticos que resultarão na forma que esses metabólitos serão excretados para o ambiente. Tais drogas após serem consumidas pelo indivíduo passam, na maioria das vezes, por um processo de metabolização no organismo, e podem se tornar ativas, menos ativas que a forma original, ou até mesmo ser inativadas. Entretanto, a maior parte dos medicamentos é excretada pela urina (ABREU, 2014), que por fim podem possuir dois destinos: a rede de esgotos do munícipio, o qual pode ser totalmente ou parcialmente retirado antes de serem despejados em alguma fonte de água, ou mananciais nos quais serão diretamente despejados de forma integral. Estes contaminantes são alvo de pesquisa no mundo inteiro, pois apesar de se apresentarem em uma concentração baixa podem trazer tanto problemas pra fauna e pra flora como pra saúde humana, podendo promover, por exemplo, o aumento na resistência bacteriana aos antibióticos, e a feminização de peixes e formação de óvulos em animais machos devido a resquícios de hormônios contidos na água (BORRELY et al., 2012).

Dentre os ambientes analisados, o aquático é o principal meio afetado por esses compostos excretados. Um fato de interesse, e por sinal, muito preocupante dos fármacos, é que toneladas destas substâncias são produzidas, aplicadas anualmente em larga escala e em inúmeros processos, o que poderá comprometer e agravar a situação de disposição final destes elementos e o percentual de contaminação aquática (DEZOTTI; BILA, 2003).

De acordo com Melo (2009) a principal rota de desfecho dos fármacos é o lançamento no esgoto in natura, sendo que em muitas cidades a deficiência de saneamento é dominante, resultando no contato direto com águas superficiais, evidenciando a necessidade de proteção dos sistemas aquáticos.

Assim, com a contaminação evidente as agências reguladoras, através do tratamento de efluentes, se responsabilizam por tratar adequadamente a água visando retirar compostos que possam gerar danos aos seres humanos e aos ecossistemas, entretanto, nem sempre esses parâmetros são totalmente seguidos (ABREU, 2014).

Uma forma de reduzir esses contaminantes é através da utilização de técnicas avançadas de tratamento que além de possuírem alto custo; também requerem profissionais com longa experiência somada à química analítica, cujos procedimentos apresentam alta taxa de sensibilidade, sendo necessário um investimento bem alto para que seja possível alcançar esses resultados. (RAPOSO, 2017).

Autores: VICTOR GOMES DICK; GABRIEL RODRIGUES SILVA; VICTORIA THAUAN GARCIA MARTINS; GABRIEL RODRIGUES SILVA; VICTORIA THAUAN GARCIA MARTINS E FABIANA GASPAR GONZALEZ.

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