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Análise físico-química e bacteriológica de coliformes totais e termotolerantes da água de consumo distribuída aos alunos de 3 creches privadas do setor leste da cidade de Porto Velho – Rondônia

Resumo: A água é um liquido essencial a vida, cerca de 90% do nosso organismo necessita de água para o bom funcionamento dos órgãos de cada individuo, porém pode também ser um meio de transmissão de microrganismos patogênicos causadores de doenças vinculadas com esse meio tão apreciado por nós. Sendo assim, o objetivo do trabalho foi avaliar os parâmetros físico químicos e bacteriológicos de águas de três creches particulares de Porto Velho-RO. As coletas foram realizadas mensalmente nos meses de março, abril e maio de 2015. Totalizando 37 amostras divididas em bebedouros e torneiras. Para as análises microbiológicas utilizamos o meio Aquatest coli e meios seletivos para identificação de outros patógenos, já que houve presença de bactérias em algumas amostras. Para os parâmetros físico químico foram utilizados equipamentos disponibilizados pela SEDAM. Os resultados nos mostram que quatro das amostras de bebedouros apresentaram contaminação por coliformes fecais e todas as amostras de torneiras apresentaram um número menor de cloro dissolvido levando assim a hipótese que a proporção não seria eficiente para eliminar as bactérias termotolerantes. Todos os resultados foram embasados na Portaria nº 2914/2011 onde rege a potabilidade da água de consumo humano.

Introdução: A água é muito importante para a manutenção da vida, sendo que 2,6% da água doce é disponível para o consumo humano. São estabelecidos parâmetros microbiológicos, segundo a portaria do Ministério da Saúde nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011’’Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade’’ para determinar a qualidade da água, verificando sua potabilidade e não oferecendo riscos à saúde Segundo a Organização Mundial de Saúde, no Brasil, “morrem atualmente 29 pessoas entre elas crianças e idosos, pois sua imunidade baixa propicia a manifestação das doenças decorrentes da qualidade da água e do não tratamento de esgotos e estima-se que cerca de 70% dos leitos dos hospitais estejam ocupados por pessoas que contraíram doenças transmitidas pela água’’ (JÚNIOR, 2007). As bactérias do grupo coliformes Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Enterobacter cloacae, Citrobacter freundi, Citrobacter intermedium e Klebsiella, conhecidos como “termotolerantes” por suportarem uma temperatura superior a 40°C podem viver na água, no solo e também podem estar associados a organismos patogênicos intestinais (pertencem à microbiota intestinal de animais de sangue quente), estes denominados de coliformes fecais (KONEMAN et al., 2001; MATTOS, SILVA, 2002). O controle de qualidade de água destinada ao consumo humano, desde os sistemas produtores (mananciais, captação, tratamento) aos sistemas de distribuição (reservatório, redes), é realizado pelo Laboratório Central de Controle e Qualidade da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD). Este monitoramento é regulamentado pela Portaria n. 2014/MS de 11 de dezembro 2011 do Ministério da Saúde que determina padrão de qualidade da água. Na portaria do Ministério da Saúde no artigo XIII podemos ter com clareza todos os comprometimentos a respeito do responsável pelo sistema orientando assim uma solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano levando em consideração as exigências que a portaria Nº2914 faz juntamente aos órgãos competentes e responsáveis pela fiscalização de água tratada da cidade. (Ministério da Saúde 2011) O presente trabalho foi realizado em creches da rede privada com crianças na faixa etárias de 0 a 6 anos de idade, pois se houve uma preocupação nos índices de doenças transmitidas através da água. As principais doenças relacionadas à ingestão de água contaminada são: cólera, febre tifoide, hepatite A e doenças diarreicas agudas de várias etiologias: bactérias ‐ Shigella, Escherichia coli; vírus – Rotavírus, Norovírus e Poliovírus (poliomielite – já erradicada no Brasil); e parasitas – Ameba, Giárdia, Cryptosporidium, Cyclospora. Algumas dessas doenças possuem alto potencial de disseminação, com transmissão de pessoa para pessoa (via fecal‐oral), aumentando assim sua propagação na comunidade. Podem também, serem transmitidas por alimentos devido às mãos mal lavadas de preparadores de alimentos, portadores/assintomáticos ou doentes (CCD/SES‐SP2009), e por se tratar de crianças, que nos seus primeiros anos de vida ainda estão adquirindo imunidade contra os patógenos, resolvemos fazer essa pesquisa para avaliar e monitorar a água que chega até os indivíduos envolvidos, com fins de alertar se possível contaminação na água de microrganismos patogênicos podem causar doenças descontroladas nas crianças que ingerirem essa água.

Autores: Natália Cristina Figueira de SOUSA; Helen Queite Guterres Barros GAZOLA; Ester Rosalina da Silva ALVES e Olivia Bezerra da SILVA.

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