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Análise da qualidade da água da chuva para uso em caldeiras industriais

Resumo: A água pode ser considerada como um fator de limitação para o desenvolvimento industrial. No Brasil, por exemplo, teve-se a cultura do país no mundo com mais disponibilidade de água doce e por isso não aprendemos como gerir nossa água adequadamente. Esse mau gerenciamento pode comprometer a sua qualidade, gastando-se ainda mais com tratamentos, como floculação, abrandamento, desmineralização e filtragem ativa. A água da chuva pode ser considerada como uma ótima fonte alternativa, uma vem que sua captação e armazenamento proporciona água de boa qualidade para a indústria e ainda previne cheias. Um dos equipamentos que mais consomem água na indústria são as caldeiras, além disso, a qualidade da água para caldeira exige cuidados bastantes especiais que fazem com que a água da chuva seja uma boa solução. Os parâ- metros que foram avaliados para a qualidade da água nesse trabalho foram: pH, dureza, dureza de cálcio e magnésio, alcalinidade, condutividade, sólidos totais dissolvidos e cloretos. Foram utilizados os métodos potenciométricos, volumetria de neutralização, titula- ção por complexação, e instrumentais. Os resultados obtidos de forma geral, mostram nas águas pluviais uma fonte alternativa de alta qualidade e que reduz os custos com tratamentos para água industrial. Mostram também que a água captada pelo método direto apresenta maior pureza que a captada pelo método indireto e no geral ambas têm parâmetros abaixo do limite recomendado para uso em caldeiras. Este estudo visa contribuir com a redução do consumo de águas fluviais, que são de alto potencial potável, e aumentar o uso de água pluvial que tem ótima qualidade para indústria e baixo potencial para consumo humano.

Introdução: Nos dias atuais, onde o meio ambiente, a água e a energia são temas com ampla abrangência nos meios acadêmicos e econômicos, existem grandes preocupações da sociedade em relação à conservação dos recursos da natureza, em especial ao uso racional e aproveitamento da água, recurso indispensável à vida. No entanto, a escassez de água é um dos maiores problemas do mundo moderno, logo vivenciado por grandes centros industriais, a exemplo da cidade de São Paulo. Em função do acelerado crescimento urbano populacional desses polos geradores, cresce a necessidade da utilização de técnicas sustentáveis visando suprir a escassez de água e/ou melhor aproveitá-la. Nesse contexto, fontes alternativas são apresentadas como solução para o aproveitamento da água para uso não-potável, em destaque a captação e o aproveitamento de água da chuva (precipitação atmosférica), indicada como fonte renovável de energia para alimentar caldeiras industriais. Para isso, se faz necessário realizar estudo de viabilidade técnica e econômica para averiguar métodos de captação e avaliação da qualidade da água para esse fim. As caldeiras industriais são equipamentos que utilizam a água para a geração de vapor e, desta forma, pressupõe-se que a utilização da água da chuva, como fonte de alimentação, iria reduzir bastante a utiliza- ção das águas fluviais, deixando-as mais disponíveis para o consumo humano. No sentido de que seja possível a redução do uso de águas fluviais pelas indústrias, pretende-se com este estudo testar as seguintes hipóteses: • A água da chuva é adequada para o uso direto em caldeiras industriais. • Não sendo adequada para uso direto em caldeiras, tratamentos corretivos podem ser empregados para torná-la adequada. A interdisciplinaridade desse estudo encontra-se nas áreas de gestão ambiental (gestão de recursos hí- dricos, com a consequente redução do uso de águas fluviais), física (análises das propriedades físicas da água), química (análises das propriedades químicas da água), mecânica (funcionamento de equipamentos industriais, como caldeiras), social (as águas pluviais captadas e armazenadas podem evitar cheias quando
utilizadas em larga escala).

Autores: Luam de Oliveira Santos; Williame Farias Ribeiro e Silvanito Alves Barbosa.

Leia o estudo completo: analise-da-qualidade-da-agua-da-chuva-para-uso-em-caldeiras-industriais