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Estudo revela que água de Parintins é imprópria para o consumo

Publicado em 19/12/2019 às 11:18:17

Avaliação é da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e apresentada pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT) na Aleam

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Foi apresentada na manhã desta quarta-feira, (18 de dezembro de 2019), uma avaliação técnica do sistema público de abastecimento de água da cidade de Parintins, que mostra a contaminação do sistema e qualifica a água do município como imprópria para o consumo humano.

A avaliação foi realizada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e apresentada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), que é presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da casa legislativa.

“Em maio deste ano criamos uma comissão especial junto com a Comissão do Meio Ambiente, fomos em Parintins e fizemos uma audiência pública, também provocada pelo Ministério Público e a partir de então foi decidido que era preciso fazer novas análises da qualidade da água e hoje estamos apresentando o resultado”, explicou o deputado.

Contaminação de poços

A análise mostrou a contaminação de oito poços que estão instalados a cerca de 500m do lixão de Parintins, sendo que três pertencem ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE-Parintins) e cinco são particulares. Em outra área da cidade (setor norte) foi constatado que de 14 poços, apenas dois produzem água potável. Os demais estão contaminados por alumínio e nitrato.

Toda a água para consumo humano na ilha provém de captação subterrânea. Segundo Superintendente Regional da CPRM, José Maria da Silva Maia, a contaminação dos poços compromete a saúde da população.

“Como não há um tratamento, a água é extraída do poço subterrâneo é colocada diretamente na rede, há inúmeras possibilidades de haver contaminação para a saúde, através de metais pesados, nitrato, alumínio. Isso desencadeia num grande problema de saúde pública”, disse.

Histórico de contaminação

Silva Maia ressaltou que em 2005 a CPRM fez um estudo no sistema de abastecimento e na época comprovou que dos 18 poços públicos existentes na época, apenas 2 produziam águas potáveis.

Além disso, em 2018, um estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (UEA) comprovou que a contaminação detectada persistia.

Intensidade de contaminantes 

O supervisor de gestão territorial da CPRM, José Luiz Marmos, que participou da avaliação também afirmou a intensificação da contaminação durante os últimos anos e apontou a solução para o problema.

“Se continuar como está, sem um sistema de coleta e tratamento de esgoto na cidade, isso tende a piorar muito. A gente recomenda a instalação de uma capitação no rio Amazonas, com a instalação de uma estação de tratamento de água (ETA), e a desativação gradual do sistema de poços da cidade”, disse.


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Em março deste ano, a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), também realizou testes em sete poços tubulares da Saae de Parintins, e conforme o resultado do Laudo de Medição para Potabilidade, as amostras apresentaram a presença de coliformes fecais, bem como o parâmetro de alumínio com valores acima do máximo permitido pela norma de potabilidade da água.

Para o superintendente da CPRM o poder público precisa com urgência a partir da avaliação, iniciar a resolução para a quetão.

“A ideia agora é passar para os órgãos públicos e nós convidamos a prefeitura de Parintins a se fazer presente e dá um encaminhamento para que o problema seja resolvido”, concluiu o superintendente.

FONTE: Amazonas 1.


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