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Água e óleo não se misturam

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Mizumo alerta sobre a importância de não descartar gordura nos ralos, pois prejudica o desempenho da estação de tratamento de esgoto e, consequentemente, o reúso de água.

Os novos tempos exigem mais do que preservação e economia de água. Especialistas afirmam que as alternativas para mitigar a crise hídrica têm relação direta com o reúso de água proveniente de estações de tratamento de esgoto (ETEs). No entanto, para que o sistema opere de forma plena e possibilite um reaproveitamento eficiente, alguns cuidados precisam ser considerados, entre eles, o descarte correto do óleo utilizado em cozinhas de residências, restaurantes e empresas.

A Mizumo – referência nacional em soluções para tratamento de esgoto sanitário e integrante do Grupo Jacto, com atuação em diversos setores industriais – alerta para os sérios problemas causados pelo lançamento de óleo de fritura e cozimento em ralos, vasos sanitários e encanamentos em geral, um hábito que deve ser eliminado pelos brasileiros.

Óleo e água não se misturam, isto porque, por ser menos denso, o óleo forma uma camada sobre a superfície da água. Quando jogado em ralos, além de criar uma crosta e impermeabilizar caixas de passagem, obstrui prematuramente tubulações e, ao ser transportado pelo esgoto ou drenagem, chega aos rios, lagos e até oceanos.

“Para se ter ideia, um litro de óleo contamina milhares de litros de água potável”, destaca Adriano Gagliardi Colabono, supervisor comercial da Mizumo. Segundo o executivo, o óleo descartado pelo ralo contamina o meio ambiente e impede a oxigenação da água, podendo causar, até mesmo, o fim de algumas espécies de peixes e plantas aquáticas. “É importante as pessoas mudarem seu comportamento e descartarem o óleo de forma correta. Basta armazená-lo em recipientes e destiná-lo a pontos de coleta ou centrais de reaproveitamento”, completa.

Para reutilizar é preciso cuidar

Empreendimentos que contam com ETEs e que visualizam uma oportunidade de reúso do efluente tratado precisam, desde já, certificar-se da boa operação e manutenção da estação. A Mizumo informa que muitas das manutenções emergenciais da área de Serviços estão ligadas ao descarte incorreto de óleo na rede de esgoto, o que causa inúmeros danos à ETE. No caso de reúso, esse problema inviabilizaria temporariamente a prática, podendo trazer prejuízos ao empreendimento.

A Mizumo esclarece que o excesso de óleo no sistema provoca o entupimento de tubulações e equipamentos eletromecânicos como bombas e controladores de níveis, por exemplo. Pode ainda causar mau cheiro, uma vez que a gordura impregnada sofre decomposição gerando gases odoríferos, bem como dificultar a transferência de alimentos nas etapas anaeróbia e aeróbia e a passagem de oxigênio na etapa aeróbia para os microrganismos, comprometendo o tratamento do efluente.

O executivo da Mizumo ressalta que a gordura, ao se associar a outros materiais sólidos, forma o fenômeno conhecido como escuma nos reatores anaeróbios. “Por ser mais leve que os demais detritos presentes no sistema, ela eleva-se ao topo do reator, provocando mau cheiro e saturação precoce de todas as etapas de tratamento”, comenta Colabono.

O excesso de óleo e o descarte de outros resíduos inadequados à ETE – como absorventes, papel higiênico, camisinhas, seringas, panos de limpeza, produtos químicos em excesso, etc. – podem comprometer a qualidade do tratamento e a possibilidade de reúso do efluente para fins não potáveis. Vale lembrar que o reaproveitamento de água proveniente de ETEs depende não só da operação correta do sistema, mas também dos serviços de manutenção preventiva.

“O descarte inadequado contribui para gerar custos extras com limpezas precoces e manutenções corretivas”, esclarece Colabono. Por isso, a Mizumo atua continuamente na orientação dos usuários das ETEs quanto aos cuidados necessários para o bom desempenho dos sistemas de tratamento, seja em comunicações, palestras e eventos promovidos pela empresa, nos treinamentos da entrega técnica realizada no momento que a ETE entra em funcionamento e no manual que acompanha o produto.

E, a cada projeto dedicado, a Mizumo avalia todas as necessidades atuais e futuras dos clientes e, ressalta em seus projetos a necessidade do gradeamento, desarenador e da caixa de gordura adequada, ou seja, itens que compõem o pré-tratamento e que contribuem para deter os resíduos e ainda para reter o óleo, impedindo que os mesmos sigam diretamente para o sistema. “Ambos, porém, precisam receber limpezas periódicas e os resíduos descartados em locais apropriados, que estejam em conformidade com a legislação de cada Estado ou município”, conclui Colabono.