BIBLIOTECA

Estudo do tratamento de efluente têxtil através de processos de coagulação/floculação e eletrocoagulação

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar, por meio de parâmetros físico-químicos, os processos de tratamentos por coagulação/floculação, utilizando três diferentes coagulantes/floculantes: tanino, policloreto de alumínio e sulfato de alumínio, e o processo de eletrocoagulação, para o tratamento de efluentes líquidos de uma lavanderia têxtil. Para o processo de coagulação/floculação, foi realizado inicialmente um estudo para determinar a melhor dosagem dos coagulantes em relação ao efluente, em seguida o melhor pH inicial para cada dosagem estabelecida, nestas condições foram verificadas as percentagens de remoções de DQO, cor aparente e turbidez para cada coagulante. Para o tratamento de eletrocoagulação, foi utilizando um reator em escala laboratorial, do tipo batelada, com eletrodos de alumínio, capacidade de 4 litros e densidade de corrente de 1,51mAm-2. O efluente têxtil apresentou para os quatro processos de tratamento, características físico-químicas dentro dos limites de despejo em corpos hídricos receptores impostos pelo CONAMA nº 430/2011, sendo o tratamento através do processo de coagulação/floculação utilizando o coagulante PAC o que apresentou a melhor eficiência de remoção dos parâmetros analisados. O tanino também demostrou ser uma boa opção para o tratamento do efluente têxtil, com a vantagem de ser um coagulante natural e não possuir metais pesados em sua composição, além de ser biodegradável.

Introdução: A água é um bem natural cada dia mais escasso e o setor industrial vem se conscientizando em relação à este aspecto, demonstrado grande interesse em reduzir a poluição causada pelos seus processos industriais, não apenas na estação de tratamento, mas em cada etapa da cadeia produtiva. Dentro do setor têxtil encontram-se as lavanderias industriais, grande maioria espalhadas no país e, em muitos casos, ineficientes no que tange às questões ecológicas, econômicas e sociais, mesmo assim são responsáveis pelo quinto lugar em empregos diretos no país (AFONSO, 1985). O efluente da indústria têxtil apresenta uma ampla variação na sua composição devido às características de suas fibras e dos produtos químicos usados em diferentes processos. Existem mais de 100 mil corantes disponíveis no mercado com uma produção anual estimada de mais de 7.105 toneladas sendo que 10 a 50% desses corantes são perdidos no efluente. (KHANDEGAR; SAROHA, 2013), caracterizando, portanto, os despejos gerados neste setor como sendo fortemente colorido, devido à presença dos corantes que não se fixam na fibra durante o processo de tingimento. A poluição de corpos d’água com esses compostos provocam, além da poluição visual, alterações em ciclos biológicos afetando principalmente processos de fotossíntese. Além desse fato, estudos têm mostrado que algumas classes de corantes podem ser cancerígenos e/ou mutagênicos. (KUNZ, et al., 2002). O estudo de novas alternativas capazes de minimizar o volume empregado de água nos processos industriais e também a redução da sua toxicidade é um dos principais desafios no combate à contaminação ambiental. Tem-se visto muitas pesquisas realizadas com o objetivo de reciclar água e produtos de alto valor agregado dos efluentes têxteis, pela aplicação de processos que permitam separar a matéria poluente da água. Dentre as várias técnicas investigadas, podem-se citar os processos de eletrocoagulação e a utilização de polímeros naturais. As técnicas de eletrocoagulação (EC) têm sido utilizadas por serem muito eficazes na remoção de DQO e descoloração com baixo consumo de energia, e têm a vantagem de eliminar as pequenas partículas coloidais, além de produzir uma quantidade relativamente baixa de lamas, tornando os métodos (…)

Autores: Paula Cristina de Souza; Nehemias Curvelo Pereira; Morgana Suszek Gonçalves; Nelson Consolin Filho; Paulo Henrique Rodrigues e Vanessa Marconi Jamarim.

Leia o estudo completo: estudo-do-tratamento-de-efluente-textil-atraves-de-processos-de-coagulacaofloculacao-e-eletrocoagulacao