O primeiro painelista a falar foi o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Péricles Weber. Ele apresentou algumas formas de captação e destinação do biogás produzido nos reatores anaeróbios de estações de tratamento de esgotos.
Além disso, o diretor mostrou, por meio de fotos, algumas adaptações feitas no sistema de biogás para assegurar que todo o produto gerado seja destinado corretamente, como, por exemplo, motores de propulsão para que o gás alcance a central de queima. “Via de regra o biogás produzido é queimado, num sistema que energia elétrica, ou bionergia”, revelou Péricles Weber.
De acordo com informações apresentados, por dia, são gerados 50 metros cúbicos de biogás, o que representa uma produção de 1,8 mil kWh/ano. “Não é o negócio da Sanepar, vender energia, mas isso reduz a emissão de gases. Espero que consigamos, com este evento, criar mecanismos que reduzam o custo operacional da produção de bioenergia e, desta forma, incentivar a prática, pois é uma alternativa para evitar que mais gases poluam o meio ambiente”, enfatizou.
Depois da apresentação da experiência do estado do Paraná, foi a vez da explanação do mineiro Ricardo Negre, que é engenheiro da Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Ele disse que desde a fase de projeção da estação de tratamento de esgoto de Arrudas, a diretoria da empresa decidiu que deveria promover o aproveitamento total de todo o metano (biogás) gerado na unidade. A idéia era aproveitar o máximo desse gás de forma a subsidiar o funcionamento de equipamentos.
A produção média mensal é de 462.000 Nm3. O biogás é aproveitado, dentre outras formas, na caldeira de biogás e secagem térmica de lodo. Com o processo de queima desse biogás, é possível gerar 2,3 mega watts de energia.
Ao final da fala do engenheiro da Copasa, o microfone foi concedido ao superintendente de Gestão Ambiental da Companhia de Saneamento de São Paulo, Wanderley da Silva Paganini.
De acordo com ele, mesmo sendo reduzida essa emissão é possível viabilizar a própria companhia, produzindo energia para o funcionamento de equipamentos e, até, de unidades inteiras, dependendo da quantidade de energia produzida.
O seminário “A sustentabilidade na Gestão do Saneamento” começou hoje de manhã e vai até quarta-feira, 8 de junho.