Sanesul recomenda economia de água
A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) enviou comunicado recomendando que a população evite o desperdício de água em Dourados. Segundo o gerente regional da estatal, Odilon Azambuja, o alerta deve-se às altas temperaturas e à estiagem que atinge a região.
O gerente excluiu a possibilidade de racionamento, mas lembrou que a economia pode garantir o fornecimento de água pelos próximos anos. “Se as pessoas economizarem, haverá água para todo mundo”, diz ele.
No comunicado, a Sanesul pede a “conscientização da população quanto ao desperdício de água”, devido ao grande consumo e baixa umidade do ar. De acordo com Odilon Azambuja, o objetivo é evitar o desabastecimento devido ao alto consumo de água. “Nesta época, os reservatórios ficam mais comprometidos por causa do excesso de consumo e da falta de chuvas. É um alerta leve, para que a população tome consciência e evite o desperdício”, disse ele ao Diário MS. “Com as temperaturas elevadas e a falta de chuva, é preciso ficar alerta”, acrescenta.
A economia de água, segundo ele, pode ser feita a partir de ações simples no dia-a-dia, como evitar molhar jardim e lavar carro e calçadas todos os dias, desligar a torneira e o chuveiro enquanto escova os dentes e toma banho. “Também é preciso ficar alerta quando uma criança está no banheiro, porque elas têm o hábito de ligar torneiras, desperdiçando muita água”, orienta.
Odilon Azambuja disse que, em Dourados, dificilmente haveria possibilidade de racionamento de água, mas lembrou que o compromisso de todos pode garantir o fornecimento de água para as próximas gerações. “É até uma incoerência a empresa que vende água pedir que a população economize, mas se houver consciência agora teremos água para todo mundo”, ressalta.
Azambuja disse que no município nunca houve necessidade de racionamento, apenas interrupção no fornecimento de água devido a problemas pontuais, em regiões específicas.
OMS
O brasileiro gasta mais água que a média mundial, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com a entidade, para higiene e consumo geral, uma pessoa precisa de cerca de 110 litros de água por dia. No entanto, no Brasil, se gasta o dobro, 220 litros por dia, ou mais.
Pesquisadores da universidade de Brasília calcularam a quantidade de água que se gasta para levar comida à mesa. Para criar um boi, são 100 mil litros de água. A produção de um quilo de arroz, desde a lavoura, gasta 500 litros. Já o cafezinho, da plantação à cozinha, precisa de 140 litros de água para cada xícara.